O Ministério dos Transportes vai desenvolver acções, em breve, com o Governo central para que algumas dificuldades do fórum administrativo e financeiro, que estão a atrasar a conclusão das obras de construção do aeroporto “Maria Mambo Café”, porto de águas profundas do Caio, terminal marítimo de passageiros e do quebra-mar, sejam resolvidas para que se promova o desenvolvimento socioeconómico da província de Cabinda.
Segundo o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, que discursava durante o encontro que manteve com os parceiros, empreiteiros, fiscais, empresários, responsáveis de diversos segmentos do seu pelouro e com membros do governo provincial, referiu que o Executivo não pode continuar a ter projectos “encravados em Cabinda, porque em nada servem a província, bem como os objectivos do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022”.
Para ele, o Executivo deve pôr tais projectos em marcha, com ritmo mais acelerado para que os mesmos sejam concluídos nos prazos estabelecidos.
“Cabinda é uma província muito rica, para além dos seus recursos naturais, temos outros produtos que podem entrar no ciclo da economia nacional, sendo para isso que as infra-estruturas de transportes possam contribuir para o crescimento da província e do país no geral”, disse.
O governante entende que a construção do aeroporto de Cabinda é um projecto estratégico para a província, já que vai facilitar a mobilidade de pessoas e seus bens.
“Este projecto independentemente da dimensão, devemos transformá-lo num pólo central para assegurar o transporte mais fácil, rápido, eficiente e curto”, referiu.

Soluções
De acordo com o ministro, o terminal marítimo de passageiros e o quebra-mar que vai ter a capacidade de embarque de 150 pessoas, carga geral e contentorizada (com embarcações do tipo Catamarã e Ró-ro) vão ter suporte das equipas técnicas do seu pelouro para se encontrar possíveis soluções que impedem o curso normal do projecto.
“Achamos que é muito pouco razoável que um custo de 12 milhões de dólares, que é o valor mais baixo das propostas para se executar serviços de dragagem impeçam que o projecto do quebra-mar continue”, advogou, tendo afirmado que existem outros constrangimentos que poderão ser solucionados.
O ministro dos Transportes entende que existem questões que “nos parecem muito importantes “, mas que localmente podem ser solucionadas.
“Temos empresas que geram receitas, temos Institutos que produzem receitas, por isso temos que ser capazes de fazer essas receitas, com decisões acertadas serem usadas na resolução de alguns entraves dos projectos”, referiu.

Respostas
Na ocasião, o governador de Cabinda, Eugénio Laborinho, reconheceu que a província “enfrenta” alguns problemas para dar resposta aos projectos do sector dos Transportes que estão paralisados por falta de financiamento e que são solucionáveis.
“É um desafio multifacetado, não apenas do governo local, mas também do Governo central para se cumprir com as orientações do titular do Poder Executivo”, disse.
Eugénio Laborinho defende um maior entrosamento entre a estrutura do governo local e o Ministério dos Transportes para que as obras visitadas, por serem estratégicas e de grande responsabilidade possam ser executadas, dada as características geográficas da província de Cabinda.
“Pedimos a sensibilidade de todos aqueles que se sentem filhos desta terra, para juntos encontrarmos soluções viáveis que possam contribuir para o bem-estar social da população”, exortou.
As obras de construção e ampliação do aeroporto “Maria Mambo Café” iniciadas em finais de 2016, paralisadas por falta de financiamento, previam uma pista de três mil metros, 45 metros de largura e 7.500 de bermas, para um total de 60 metros de largura para recepcionar Boings do tipo 777, superando assim, os actuais 2.500 metros de pista, 45 metros de largura e 1.500 de bermas.
O administrador para a área Técnica da Enana, Nataniao Domingos, disse que o futuro aeroporto de Cabinda, com dimensões internacionais, vai contar com um edifício com dois pisos, um edifício que albergará a torre de controlo, uma zona de meteorologia, serviços de bombeiros, terminal de carga e uma central térmica.