O Ministério das Pescas prevê, para este ano, a construção de um centro de larvicultura, na província do Cuando Cubango, além da implementação de um pólo de aquicultura no Cuanza Norte e Cuanza Sul, assim como a construção de uma fábrica de ração em Malanje.

A titular da pasta, Victória de Barros Neto, que apresentou, recentemente, em Luanda, as realizações do sector durante o ano de 2015, assegurou que estão também previstas as obras de construção do centro de maricultura em Luanda e o projecto de repovoamento do carapau.

Balanço
Sobre a produção, Victória de Barros Neto disse que o sector atingiu mais de 363 mil toneladas de pescado diverso, através da pesca artesanal, da marítima industrial da semi-industrial.

A ministra assegurou que a aquicultura até ao mês de Setembro registou uma produção de 540 toneladas de pescado.
A governante referiu que os novos investimentos, quer de iniciativas públicas, quer privadas vão transformar e modernizar o sector das pescas na província do Namibe e em Angola em geral.

Outra medida que o seu pelouro pretende incrementar em grande escala reside na pesca artesanal, que pode produzir escalas elevadas de pescado no meio suburbano, gerando mais postos de trabalho e riqueza, banindo desta maneiras, a pobreza
no seio da população.

A formação de quadros no sector e a promoção de acções de formação constam dos projectos a implementar.
Na óptica da ministra, a investigação científica tem um papel relevante, para que todos os projectos traçados tenham efectividade e mais-valia para aquele sector económico no país.

Ainda no ano passado, o Ministério das Pescas lançou, em Luanda, o programa de crédito agrícola de campanha extensivo ao sector das pescas, cuja missão é apoiar os pescadores artesanais.

Para ter acesso ao programa, os pescadores devem ter as suas licenças de pesca em dia e estar enquadrados e agrupados numa cooperativa ou num grupo solidário de entre cinco e seis pescadores, que habitem na mesma área ou comunidade piscatória.
A nível nacional, os recursos pesqueiros são explorados por um universo de 25.000 angolanos.

Previsões
O Executivo angolano pretende, até 2017, aumentar a produção nacional num volume de 454.850 toneladas e garantir mais emprego para cerca de 14.303 pessoas, para reduzir a dependência das importações e melhorar a qualidade de vida dando mais longevidade às pessoas.

Para o alcance destes objectivos, o Ministério das Pescas, através do Instituto Nacional de Investigação pesqueira, teve que promover uma conferência internacional sobre a “Investigação marinha rumo à economia azul: factor chave para o desenvolvimento do sector pesqueiro”, por isso, a melhoria da legislação sobre as áreas marinhas protegidas com intervenção inter-sectorial dos diferentes utilizadores do ecossistema marinho, aliada à elaboração de um projecto integrado e multi-disciplinar e a envolvência do Ministérios das Pescas nos projectos da Comissão da Corrente de Benguela (BCC), para trazer conhecimentos para o país e juntar sinergias entre as diferentes instituições para aumentar a participação de Angola nos projectos regionais e o reforço da capacidade profissional contínua.

Assim, para uma visão amais ampla da biodiversidade marinha da comunidade demersal, foi recomendado estender as análises com dados da pesca de gamba costeira e da semi-industrial.

O ministério definiu estabelecer um programa de monitorização das capturas da pesca à linha do atum para se quantificar as capturas acessórias dos tubarões, de forma a obter-se informações sobre a composição específica dos grandes tubarões.

Constam da linha de pensamento e implementação a realização de cruzeiros dirigidos para a área de oceanografia, para recolha de dados, e a instalação de mareógrafos ao longo da costa para a recolha de dados.

O programa do ministério prevê que a amostragem biológica da frota comercial deve ser melhorada para se obter mais informação sobre a pesca semi-industrial.

Já para o estudo da análise da variação “dia e noite” do carapau se recomenda a realização de uma experiência, para se observar o movimento do cardume.

O Ministério das Pescas vai continuar a cooperar com os seus parceiros multi e bilateral com países da região e outros, particularmente do Norte europeu, que frequentemente capacitam técnicos e investigadores científicos nacionais.