Dez mil milhões de dólares (2,128 triliões de kwanzas) é o valor global a ser investido ao longo de 13 anos, a partir deste ano até 2030, na província de Luanda. A verba consta do Plano de Desenvolvimento da Capital, apresentado, recentemente, no qual consta vários projectos a executar para a melhoria da distribuição de energia e água, macrodrenagem, requalificação dos bairros, reparação das vias secundárias e terciárias e a manutenção das infra-estruturas. Em relação à requalificação dos bairros de Luanda, incidirá na construção e reabilitação da rede rodoviária, drenagem de águas pluviais, rede de esgotos, sistema de abastecimento de água e fornecimento de energia, rede de telecomunicações e implementação da nova toponímia e construção de estações de tratamento de água que serão desenvolvidas em 14 bairros afectos a sete(7) municípios. Ao todo, vão ser 576 quilómetros, nomeadamente Cazenga, Talatona(Nova Vida, Sapú e Camama), Belas (Zona Verde) Viana(Viana e Zango I), Cacuaco(Nova Urbanização) e Icolo-e-Bengo (Catete). Dado o estado de degradação ou inexistência dos espaços lúdicos/verde, o GPL pretende a requalificação da zona verde do Alvalade e da floresta da Ilha de Luanda.

Vias secundárias e terciárias
Na continuidade de trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos desde 2015, propõe-se o arranque da terceira fase do Programa de Revitalização dos eixos Viários da Cidade de Luanda. Segundo a fonte, serão reparados buracos, reposição do pavimento, reparação de passeios e lancis, colocação das tampas sinalização horizontal e vertical e arborização. Na perspectiva de criar-se fluidez no trânsito vão ser requalificados mil 101 quilómetros de estradas secundárias e terciárias, entre elas 100 km à Luanda, Icolo-e-Bengo 71, Quiçama 215, Cacuaco 141, Viana 96 km, Belas 97, Kilamba Kiaxi 89 e Talatona 91 quilómetros respectivamente acompanhados do programa de manutenção. Quanto à iluminação pública,serão colocados novos postes, luminárias, lâmpadas em falta, bem como novos armários e cabos de alimentação. Por forma a realojar as pessoas oriudas do perímetro a abranger a requalificação, está prevista a construção de 5 mil habitações sociais na nova área de desenvolvimento urbano do Sequele em Cacuaco, com a construção das respectivas infra-estruturas integradas internas. Com vista à melhoria da circulação externa na cidade de Luanda o GPL, sob liderança de Adriano Mendes de Carvalho, propõe-se a construção da circular interna (vias estruturantes) que compreende uma extensão de 24 km. Este corredor tem início no cruzamento com a Marginal da Corimba, atravessando a estrada de Catete até à intersecção com a via expressa Cabolombo- Cacuaco. A construção desta via inclui componente rodoviária, construção de cinco(5) nós rodoviários e canalização do rio Cambamba. No plano de acção do GPL, são propostas obras em cinco canais principais de macro drenagem numa extensão de aproximadamente 39 quilómetros, já as bacias de retenção, isto é, lagoas circunscritas em cada uma das bacias da província de Luanda, caberá um total de 39 bacias de retenção, assim como a limpeza de colectores de drenagem das águas pluviais. Luanda conta com cinco principais canais de macrodrenagem, nomeadamente, o canal do Kilamba, Leito Corte, rio Tacula, Canal do Coelho e o canal da Comarca de Luanda. Os especialistas do Governo provincial identificaram 14 encostas, destas cinco consideradas críticas, nomeadamente, a encosta da Samba com 20 hectares, da Quinanga 10 hectares, Enconsta da Boavista, do Farol das Lagostas (40 hectares) e, por último, a de Cacuaco com 80 hectares. O plano de acção para o período de 2018-2030 abarca vários programas e projectos desde infra-estruturas à elaboração de planos directores municipais, a construção de habitações sociais e equipamentos colectivos, abastecimento de água e fornecimento de energia e outros.

Pouca água e luz
A empresa provincial de Água de Luanda(EPAL) é obrigada a antecipar os índices de cobertura de produção e distribuição de água, atingindo-se os 80 por cento até 2020, por isso deve acelerar as obras de implementação do sistema Bita e, por outro lado, progressivamente ir providenciando o acesso à água potável em cada habitação da província. Face às frequentes reclamações de cobrança, o GPL orienta que a empresa em causa deve solucionar este problema e a arrecadação de receitas resultantes da prestação de serviços de abastecimento de água à província. Reprovado o actual sistema de recolha de resíduos sólidos, o Governo de Luanda vai criar, sob despacho presidencial, um grupo de trabalho para a revisão do actual sistema e aprovar o novo, bem como os mecanismos de financiamento. A falta de energia eléctrica continua a ser um problema global em Luanda. Há zonas onde este bem é inexistente. Estima-se mais de 20 a 35 por cento do rendimento das famílias de médio e baixo padrão.

Redução da taxa do lixo
Uma das medidas passa pela alteração e redução do custo do sistema de cobrança de lixo por se revelar ineficaz e encontrar outro mecanismo fiscalmente eficiente de cobrança dos serviços. Está prevista também a concepção de licenças de construção de três novos aterros sanitários com recurso a iniciativa privada. Em Luanda, cerca de 20 por cento da população tem acesso às instalações de colectores de esgotos e águas residuais, embora existam diversas instalações de pequena dimensão para tratamento de esgotos em Luanda tanto público como privado. A capital angolana não dispõe de sistema de reciclagem de lixo e a totalidade dos resíduos sólidos é direccionada para o único aterro localizado a 20 quilómetros do centro da cidade.

Plano Metropolitano
A província tem um Plano Director Geral Metropolitano (PDGML) 2015-2030, aliado às orientações da Estratégia Nacional de Desenvolvimento a Longo Prazo “Angola 2025” . O PDPL para Luanda 2015-2030 define prioridades económicas que passam pela construção de um pólo de conhecimento, da investigação e dos serviços avançados, implementar um grande pólo de desenvolvimento industrial Luanda/Bengo, Viana/Catete e Bom Jesus, envolvendo indústrias de bens de equipamento e de consumo para os sectores petrolíferos, diamantíferos, bens de consumo e intermédios de exportações. O desenvolvimento de pólos turísticos implica a qualidade dos espaços e dos serviços.