Segundo a Angop, ao falar na passada quarta-feira, em Luanda, na abertura do I Conselho Técnico do sector ferroviário, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d’Abreu, referiu que tal processo vai facilitar o transporte de mercadoria e matéria-prima para as indústrias e outras zonas de produção nacional.
Disse que o Ministério está a trabalhar para a recuperação dos investimentos feitos na reabilitação e modernização das três linhas existentes, nomeadamente de Luanda, Benguela e Moçâmedes, de modo a contribuir no crescimento da economia.

Gestão das redes


No quadro dos desafios da desconcentração e descentralização administrativa, o sub-sector prevê outras oportunidades, como a gestão das redes provinciais e municipais os sistemas ferroviários ligeiros.
A gestão das referidas redes será feita por empresas provinciais, para o transporte ferroviário urbano.
Maximizar a utilização das estações, na prestação de serviços, principalmente, às populações rurais, a melhoria dos serviços de carga e descarga de mercadorias nas estações das zonas do interior, são outros desafios que se colocam a este sector.
Para que os Caminhos-de-ferro de Angola estejam ao serviço da economia e da população, o ministro augura que o seu órgão regulador seja mais forte, competente e eficaz na sua actuação.
“Iremos reforçar o papel do órgão regulador nas suas diferentes dimensões, mas também assegurar que se constitua um órgão que assegure com total transparência e rigor a investigação de incidentes e acidentes ferroviários”, apontou.
Ricardo Viegas d’Abreu aventou a possibilidade da constituição de uma entidade pública ou público-privada, que será responsável pela rede nacional de infra-estruturas ferroviárias.
Esta entidade vai permitir a distinção dos papéis de utilizador ou operador da rede ferroviária e o de responsável pela manutenção, ampliação e extensão da infra-estrutura ferroviária.