Angola encontra-se na região dos países da África subsahariana com o Índice de Desenvolvimento Humano (HDI) de 0,55 para as mulheres e de 0,59 para os homens, revela um relatório apresentado, recentemente, em Luanda, pelo director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Hendrik Fredborg.
Segundo o relatório, os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio incidiram sobre a faixa jovem, onde a diferença é insignificante,tendo as raparigas atingido os 82, 6 por cento e os rapazes 84,2 .
O documento apresentado salienta que África marcou passos significativos nas últimas décadas, nas áreas da saúde, educação e outros serviços sociais.
Nos próximos tempos, a Agência das Nações Unidas vai adoptar uma nova perspectiva de economia política, para examinar e identificar o desafio da igualdade de género, que impede ou contribue para o avanço das mulheres em África.

Emponderamento
Durante a apresentação do referido relatório, o director do Pnud em Angola, Henrik Fredborg Larsen, afirmou que o desenvolvimento deve estar focado na promoção da igualdade de género, caso contrário o desenvolvimento está ameaçado.
“Para que isso ocorra, é necessário assegurar que a igualdade de género esteja no centro da agenda do desenvolvimento e deve ser tratada como uma variável macroeconómica fundamental e de forma prioritária como a inflação, o desemprego e o défice orçamental”, sublinha.
Globalmente, disse, a África tem uma das taxas mais rápidas de melhoria de desenvolvimento humano, devido às suas grandes transformações económicas e sociais nas últimas duas décadas.

Desafios
Durante a cerimónia de encerramento do evento de apresentação do relatório, o coordenador residente do sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, afirmou que apesar dos grandes desafios que Angola ainda enfrenta nesta área, os indicadores são animadores, principalmente na igualdade de género.
Como exemplo, avançou a criação pelo Ministério da Família e Promoção da Mulher de uma equipa que trabalha em questões ligadas ao género.
Segundo destacou, este compromisso está reafirmado no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.
Na ocasião, o responsável apresentou a Agenda para a Acção para Combater a Desigualdade de Género, tendo destacado quatro grandes eixos e seis estratégias, enquadrado na “Agenda 2030” e na “Agenda 2063”,
da União Africana.
Os níveis mais elevados de desenvolvimento humano em África estão na Argélia, Líbia, Maurícias, Seicheles e Tunísia.