As obras de emergência como, por exemplo, a contenção de ravinas, conservação de edifícios em estado crítico, manutenção de estradas e pontes em desabamento serão assegurados financeiramente, a partir de agora, pelo Fundo Rodoviário e Obras de Emergência, criado pelo Ministério da Construção e Obras Públicas.

A nova instituição, segundo o titular do sector, Manuel Tavares, terá a missão exclusiva de arrecadar fundos, a partir da cobrança de portagens, taxa de circulação, impostos de consumo sobre os combustíveis e lubrificantes em parceria com o Ministério das Finanças.
O ministro da Construção, que falava durante a apresentação dos novos gestores do Fundo, explicou que a instituição terá a exclusividade em angariar recursos financeiros para garantir a segurança e durabilidade de obras rodoviárias e pontes.
“São dois aspectos novos, com o novo estatuto do Fundo Rodoviário. Primeiro transformou-se em Fundo Rodoviário e Obras de Emergência, e vai se dedicar exclusivamente, a captação e agregação de recursos financeiros para financiar a conservação e manutenção de estradas e obras de emergências e não vai se dedicar à contratação de serviços, vai dedicar-se exclusivamente a financiar as actividades”, disse.
O segundo aspecto, destacou, rege-se na introdução das obras de emergência, aquelas que o sector da construção não pode prever na sua programação financeira.
“Aquilo que o Fundo vinha tratando como manutenção de estradas sem a devida vocação, e sem especialistas já estava previsto no programa do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) , e o departamento de conservação de estradas e de pontes é devolvido à competência do INEA para prosseguir com o planeamento e execução das actividades de conservação
e de pontes”, disse.

Financiamento
Manuel Tavares revelou que o Fundo passa a financiar e a acompanhar a actividade, e terá a superintendência do titular da Construção e Obras Públicas e do ministro das Finanças.
Apelou aos gestores do Fundo para maior rigor nas contas, seriedade, e criar procedimentos que possam se adequar a actual realidade para paulatinamente repor uma imagem credível às obras.
“Com a nomeação desta equipa, estamos confiantes de que conseguirá cumprir com o objectivo naturalmente com o apoio do Ministério das Finanças. Pensamos que o Fundo Rodoviário levará a cabo a sua missão com êxito”, frisou.
O Fundo Rodoviário e Obras de Emergência tem como presidente do Conselho da Administração, Conceição Cristóvão.

Governador
visita obras
integradas

As obras do Projecto de Desenvolvimento de Infra-estruturas Integradas da cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, foram radiografadas na passada sexta-feira, pelo governador Job Castelo Capapinha.
Durante uma visita efectuada ao projecto, situado na localidade do Cuaca, arredores da cidade do Sumbe, o governador provincial constatou o andamento das obras que estão divididas em três lotes.
O primeiro compreende a execução de obras para a estabilização das encostas e a construção de 2.500 casas sociais, para o realojamento de alguns cidadãos. A empreitada está a cargo da empresa chinesa, Chec, e o contrato avaliado em mais de 186 milhões de dólares americanos.
Já o segundo, as obras estão igualmente a cargo da empreiteira chinesa Chec e avaliadas em 125,2 milhões. Deste valor, já foram pagos mais de 18,7 milhões.
O terceiro lote compreende a construção de uma nova circular da cidade do Sumbe, cuja empreiteira é também de nacionalidade chinesa, Sinohydro, avaliada em 130,8 milhões de dólares americanos. O prazo de execução é de 24 meses.

Centralidade recebe primeiros inquilinos em Setembro

A centralidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, começa a receber os primeiros inquilinos em Setembro próximo, informou na passada segunda-feira, o coordenador comercial e marketing da empresa angolana de construção “Kora Angola”, Crispim Raúl Costa.
Em declarações à imprensa, após uma visita de constatação dos jornalistas de diversos órgãos de comunicação social, Crispim Raúl Costa disse que as obras encontram-se em fase de acabamento de algumas infra-estruturas, como de água, energia, esgotos e outros, que terminam em Junho.

Projecto urbanístico
A centralidade, cuja construção iniciou em Dezembro de 2012, agrega dois mil e 10 imóveis, 213 moradias simples, 393 moradias duplex, com dois pisos, e mil, 404 apartamentos de tipologia T3.
Para ter acesso a uma moradia, disse a fonte, o cidadão terá que ter um salário mensal acima de 98 mil kwanzas e a renda resolúvel será de 38 mil kz/mês durante 25 anos. O preço de cada apartamento está avaliado em 11 milhões e 800 mil kwanzas.
Situada a 20 quilómetros da cidade do Sumbe, localidade ex-Carvalho, a nova centralidade tem um hospital, creche, escolas, lojas e áreas de lazer.