As obras de execução física da barragem do Luachimo, na província da Lunda Norte,  estão na ordem dos 58 por cento, sendo que a colocação do betão para a tomada de água está concluída, com a betonagem ao longo do canal e na central.
Segundo o responsável da obra, Augusto Agostinho, já se deu o início da colocação das asnas para a cobertura, bem como estão colocados os tubos de arejamento, além dos outros acessórios que comportam a central.
Augusto Agostinho disse ainda que para a conclusão das obras de ampliação e modernização da barragem que visa aumentar a capacidade de produção e distribuição de energia eléctrica de 8 para 34 Megawatts (MW), falta a conclusão do canal, a montagem das turbinas e alguns trabalhos na subestação para entrada em funcionamento das máquinas. Sublinhando que o projecto vai contar com quatro turbinas que comporta 8,5 MW cada.
Garantiu que o empreendimento eléctrico começa a gerar energia eléctrica para a cidade do Dundo, ainda este ano, o que vai melhorar o fornecimento de energia eléctrica à população que nos últimos tempos tem registado várias restrições sobretudo nos bairros periféricos.

Melhorias
Com a sua conclusão, o projecto vai resolver os problemas de energia eléctrica numa primeira fase aos habitantes do município do Chitato e posteriormente dos municípios do Cambulo, Lucapa e Lóvua.
Sem avançar o período para início dos primeiros ensaios, Augusto Agostinho disse que os trabalhos decorrem a bom ritmo e dentro dos prazos contratuais e que apesar das dificuldades de ordem financeira, das fortes chuvas na cidade do Dundo e do mau estado das estradas nacionais 230 e 225, que tem influenciado no atraso da chegada do material, há um esforço enorme das equipas de trabalho para que ainda este ano a barragem possa gerar energia.
Até ao próximo ano se prevê a entrada em funcionamento na totalidade da barragem do Luachimo, a província da Lunda Norte poderá contar com 64 MW de energia adicionados aos actuais 30 da central térmica.
As obras que tiveram início em 2016, contam com 68% da mão-de-obra nacional e 32% expatriados.