As obras de construção do terminal marítimo de passageiros e do quebra-mar do porto de Cabinda estão executadas na ordem de 28 por cento, afirmou, naquela cidade, o administrador para área técnica e operações da empresa portuária local, Artur Carvalho.
Ao falar em conferência de imprensa, Artur de Carvalho disse que em termos percentuais, a execução física do terminal de passageiro está a 28 por cento e o quebra-mar a 15 por cento, com a mobilização de meios equipamentos e materiais.
Segundo a Angop, o responsável, já foi feito parte dos trabalhos de betão, que tem a ver com os trabalhos da pré-construção, construção do edifício principal do terminal marítimo de passageiros e as obras complementares.
Neste momento, a parte estrutural da construção do edifício do terminal de passageiro anda à volta de 26 por cento.

Obras do quebra-mar
Para as obras do quebra-mar, Artur de Carvalho disse que neste momento tem todo o material da primeira fase mobilizado, com vista a arrancar com dragagem e depois fazer-se a aplicação das estacas e pranchas que já estão na província de Cabinda.
Estes dois projectos vão desempenhar um papel estratégico em toda região, através das indústrias em desenvolvimento na província, incluindo o sector petrolífero e de gás, apoio ao comércio com as Repúblicas do Congo e Democrática do Congo, estabelecendo uma ligação alternativa à província de Cabinda, via marítima, com navios porta contentores convencionais do tipo Ferry-Boat e Rol/on – Roll/off, com capacidade para transportar, além de carga contentorizada e carga geral, viaturas ligeiras e pesadas.
Artur de Carvalho indicou também que os prazos contratuais estão em dia e cumpridos, porque o terminal de passageiros, segundo o cronograma, estará concluído entre Junho e Julho do próximo ano, altura em que vão receber os “ferry boats”.
A obra do quebra-mar será executada em duas fases, sendo a primeira com 14 meses e a segunda com 10 meses.
O quebra-mar terá uma extensão de 650 metros dentro do mar em forma de “L” e também vai proteger a actual ponte cais das incidências marítimas que tem tido.
A conclusão das obras, a cargo da empresa chinesa CGGC, está prevista para Julho de 2018.

Condicionamentos
Por outro lado, informou que as calemas que se registam desde Março último, na costa marítima de Cabinda, estão a condicionar o normal funcionamento do porto local, chegando mesmo nalguns períodos a paralisar a actividade.
Avançou que em Janeiro o porto teve sete dias de paralisação, em Fevereiro quatro dias, em Março 16 dias, em Abril 19, em Maio 16, em Junho 17, em Julho 17, em Agosto oito dias e no mês de Setembro esteve paralisado durante 21 dias, por causa de mau tempo provocado por calemas.
O administrador frisou que as fortes calemas são caracterizadas por ondas até dois metros de altura entre 13 e 18 segundos, mergulhando a empresa num estado crítico, que não lhe permite trabalhar nem fazer qualquer operação marítima e portuária.
O responsável defende que a solução para esta situação passa pela conclusão das obras do quebra-mar em curso, para permitir trabalhar em melhores condições e acabar com estes constrangimentos.

Importância
O porto entra em pleno funcionamento no primeiro trimestre de 2019, conforme estava previsto, anunciou ontem a
instituição num comunicado.
Uma vez concluído, a infra-estrutura vai ser uma importante porta de entrada comercial entre Angola e o resto de África, tornando-se um motor para o crescimento económico, melhoria do padrão de vida e criação de oportunidades económicas.