A construção de infra-estruturas integradas do Lubango, capital da Huíla, consignadas a 20 de Junho deste ano, arrancaram esta semana, com a remoção do asfalto antigo, do bairro Lage, uma operação que vai durar 36 meses.
Orçadas em 212 milhões 682 mil 926 dólares norte-americanos, os trabalhos vão inicialmente incidir sobre o troço que liga a escola do I Ciclo 27 de Março à rotunda do velho cine-teatro Arco-íris.
À Angop, o responsável da empreitada, Almeida e Silva, do consórcio Omatapalo/Imosul, afirmou que as obras caracterizam-se pela construção de novas vias, infra-estruturas de saneamento para o escoamento de águas pluviais, iluminação pública e instalação de redes técnicas.
Referiu que as estradas vão manter as dimensões antigas, que são sete metros de via, mais cinco metros de estacionamento e 3,5 metros de passeio.
Além desta, estão também em curso intervenções noutros troços, como o que liga a via-expressa cidade/aeroporto à rotunda do João de Almeida, com 3.900 metros de estrada, assim como a via entre o bairro Hélder Neto à cervejeira N’gola, atravessando os conhecidos bairros Relé e Mapunda de Baixo, num percurso de três
quilómetros e 606 metros.
A obra prevê 100 quilómetros de infra-estruturas integradas, entre estradas, equipamentos sociais e outros 17 km de rede de abastecimento de água potável à nova centralidade da Quilemba, assim como arranjos exteriores em quatro unidades de lazer, segundo o responsável da empresa fiscalizadora, Dar Angola, Ismael dos Santos.
Trata-se de uma empreitada que reflecte um trabalho de coordenação, no seguimento do plano director do Lubango, elaborado em 2002 pelo governo da Huíla, e o então ministério do urbanismo e construção, um documento cuja execução seria feita num horizonte de 25 anos, cuja primeira fase é esta e será concluída em três.
Ao todo serão intervencionadas 31 ruas, a maior parte delas no casco urbano e outras restantes em novas zonas residenciais, como parte dos bairros da Nossa Senhora do Monte, Mapunda e Santo António.
No jardim defronte à sede do Caminho-de-ferro de Moçâmedes vão nascer novos equipamentos sociais como um centro de protecção ambiental, um espaço infantil e biblioteca.

Impacto positivo
A cidade do Lubango já foi considerado nos tempos idos, como “cidade Jardim de Angola”. Com o processo de requalificação e modernização do sistema de telecomunicações e de abastecimento de água, Lubango, regista, uma “cara” diferente, que vai ser mudada, completamente, com o projecto de reabilitação da urbe.
O programa de reabilitação das infra-estruturas integradas é um projecto que consta no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Governo.
As obras integradas do Lubango têm impacto positivo, na medida em que vai se elevar a qualidade de vida das populações.
Com uma superfície territorial de 3.140 quilómetros, o município do Lubango foi concebido para 50 mil habitantes. Passados 94 anos, desde que alcançou a categoria de cidade, alberga hoje 766.249 habitantes, de acordo
com dados do Censo de 2014.