Dentro de aproximadamente 36 meses, a imagem da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, vai ser melhorada quando terminarem as obras de construção de infra-estruturas integradas em curso, desde Julho último.
As obras estão orçadas em 212 milhões 682 mil 926 dólares norte-americanos e são financiadas pelo fundo do Programa de Investimentos Públicos.
Segundo o cronograma do projecto, a que o JE teve acesso, serão intervencionadas as zonas do casco urbano da cidade, com realce para a reabilitação das ruas 1º de Agosto, Avenida Dr. António Agostinho Neto, rua Patrice Lumumba, Comandante Hoji ya Henda, Deolinda Rodrigues, Boulevard do Mucufi, R1, R2, R3, R4, avenidas 4 de Fevereiro e comandante Satanás.
A intervenção contempla ainda a rua 8 de Março, 27 de Março, Môngua, Anibal de Melo, 2º de Maio, ruas cinco, seis, Avenida 11 de Novembro, 19 de Janeiro, ruas sete, oito, dez e onze.
O programa contempla ainda a reabilitação das ruas locais, Avenida da Mapunda e a ligação do casco urbano até à fábrica de Cerveja N’gola e a ligação 2, abrange a ligação da avenida 4 de Fevereiro, zona da Eywa e do aeroporto da Mukanka e a avenida que dá acesso à centralidade da Quilemba.
O jardim situado na parte frontal da direcção dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), centro de protecção ambiental, parque infantil, passagem hidráulica existente, passagem hidráulica proposta, linha de água natural, são outras acções a serem
intervencionadas no projecto.
As obras de paisagismo e arranjos exteriores contempla quatro unidades e as infra-estruturas a serem desenvolvidas contemplam 100 quilómetros.
O projecto abrange também a intervenção da rede de drenagem das águas residuais. O abastecimento de água à centralidade da Quilemba é outra vertente constante nos trabalhos.
O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, disse que com uma superfície territorial de 3.140 quilómetros, o município do Lubango foi concebido para 50 mil habitantes e passados 94 anos, desde que a urbe ascendeu a categoria de cidade, a 31 de Maio de 1923, congrega actualmente, 766.249 habitantes, em conformidade com os dados do Censo Geral da População e Habitação, realizado pelo Governo em 2014.
“Vamos ter uma cidade que se ajusta à densidade populacional e infra-estrutural. O ganho vai permitir ainda garantir a circulação de pessoas e veículos
em melhores condições”, disse.

Mais-valia

Por sua vez, o director Nacional das Infra-estruturas Urbanas do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação, Fernando Francisco, esclareceu que o programa de execução das obras integradas do Lubango, contemplam 100 quilómetros de estrada. Sublinhou que o cronograma da execução das obras vai ser cumprido no prazo estipulado.
“Desde a consignação que foi em Junho, houve a necessidade de se fazer trabalhos de limpeza, de tapa buracos, implementação
dos estaleiros”, frisou.
Segundo avançou, desde Junho foram feitos trabalhos de preparação, incluindo a elaboração dos projectos das primeiras ruas contidas no primeiro pacote.
Os trabalhos, disse, já estão concluídos, incluindo os projectos executivos até finais de Dezembro ficam concluídos, as obras já começaram com
base nos projectos já elaborados.
“A medida em que vamos desenvolver as obras, outras serão concluídas até Dezembro deste ano”, adiantou.

Impacto positivo

As obras integradas do Lubango têm impacto positivo, na medida em que vai se elevar a qualidade de vida das populações.
Durante a visita de constatação, o governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, destacou, numa reunião que manteve com o director nacional de infra-estruturas urbanas do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação, Fernando Francisco e dos representantes do consórcio composto pelas construtoras Omatalao e Imosul, que trabalham nas obras integradas do Lubango, tendo-se mostrado preocupado
com o andamento das obras.
Segundo o governante, quando foi lançada a primeira pedra, houve uma dinâmica nos primeiros trabalhos. Mas com o andar do tempo, regista-se
algum abrandamento.
Salientou que o projecto é global, tendo em conta o Plano Director do Lubango traçado em 2002. Afirmou que existem áreas que garantem maior acesso, que ao serem intervencionadas, a circulação vai ser feita em melhores condições.
Exemplificou as ruas da Mapunda de Baixo, da Escola de Sargento à Santa, a Avenida que dá acesso ao aeroporto.
João Marcelino Tyipinge destacou que o programa de reabilitação das Infra-estruturas Integradas é um projecto que consta do Programa de Investimentos Públicos (PIP).
“É um marco importante para a cidade do Lubango, cuja expectativa é de dar solução ao programa de reabilitação das infra-estruturas integradas”, indicou.