O Ministério da Construção e Obras Públicas vai priorizar estudos e concepção determinantes para se ter uma boa obra.
Segundo o titular da pasta Manuel Tavares de Almeida, que falava em Luanda, na abertura da feira internacional de equipamentos e materiais de construção civil, obras públicas, urbanismo e arquitectura “Projekta 2017”, este mecanismo passa pela definição, estabelecimento e criação das normas e
regulamentos técnicos a utilizar.
Destacou que será também adoptado um trabalho aturado para que os preços das empreitadas estejam alinhados com a prática internacional, além de regular os preços dos serviços de consultoria e a elaboração de projectos viáveis das obras.
“Vamos continuar a incentivar o desenvolvimento da indústria interna de materiais de construção com especial atenção aos de acabamento”, destacou.
Realçou ser urgente que se restabeleça a capacidade já instalada de produção nacional do cimento, para se evitar a especulação do preço no mercado secundário.
No que toca ao controlo de qualidade, Manuel Tavares de Almeida, defendeu munir o órgão nacional que se ocupa da supervisão dessa matéria, como por exemplo, o laboratório de engenharia de Angola, com mais capacidade técnica para certificar, tanto os materiais de construção, como
as obras como produto final.
O governante assegurou que está em curso um conjunto de acções com vista a trabalhar para que os graus de exigência dos serviços de fiscalização e os níveis de qualidade das obras sejam mais rigorosos, “de tal modo que o país alcance patamares de qualidade nas obras equiparados aos países em vias de desenvolvimento”.

Mais aproximação
Por outro lado, o ministro da Construção e Obras Públicas disse que o sector pretende adoptar iniciativas para um maior diálogo entre os agentes do ramo para a sua contribuição nas medidas e políticas públicas.
Quanto a realização da 14ª edição da “Projekta/Angola”, o governante anunciou que doravante, o fórum de auscultação às organizações do sector da construção civil e obras Públicas deverá ser realizado duas vezes por ano, por forma a produzir contribuições positivas que reflictam o propósito de abrir várias oportunidades.
“Esta será, certamente, uma forma nova de interacção entre a tutela que representamos e os mais diversos intervenientes do sector da construção e obras públicas, como forma de obtermos, em última instância, um compromisso que melhor nos conduza a projectar e construir com qualidade, segurança e durabilidade”, augurou.
Manuel Tavares de Almeida entende que o sector privado tem um papel importante de participação no desenvolvimento da sociedade, pelo que “estaremos comprometidos em apoiar as empresas, em especial as nacionais para que se consolidem, cresçam e estejam cada vez mais capacitadas tecnicamente, estando em condições de participar na livre e justa concorrência”.

Empresas satisfeitas

Durante três dias, o participantes mostraram as reais potencialidades que apresentam em cada segmento de actuação, sendo que várias empresas deram a conhecer os seus novos serviços.
Por exemplo, a empresa “Vista”, ligada ao ramo da gestão integrada de resíduos pretende incrementar a sua vocação na edução ambiental,principalmente nas escolas públicas e privadas.
O objectivo é de criar “gerações” mais esclarecidas e responsáveis social e individualmente, e que permitem doptar a população de uma maior participação cívica na vida pública.
Para isso a empresa tem distribuído neste espaços material informativo e pedagógico, além de jogos de exploração multimédia e sensorial.