Estes dados foram avançados esta semana em Luanda, pelo director-geral adjunto do projecto agro-industrial, Luís Bagarro Júnior, durante uma conferência de imprensa.
Para alcançar a meta de produção serão processadas este ano, na unidade agro-industrial da empresa, em Cacuso, na província de Malanje, cerca de 601 mil toneladas de cana-de-açúcar colhidas numa área de 12.600 mil hectares, números superiores ao ano passado quando foram processadas 510 mil toneladas de cana,numa extensão de 9.272 hectares.
Além do açúcar, a Biocom vai produzir nesta safra, 15.278 metros cúbicos (m3) de etanol, contra os 14.263 m3 do ano passado, e prevê comercializar 200 mil megawatt (MW) de energia à Rede Nacional Transportes (RNT), superando a venda em 2016, que foi de 57 mil MW.
Segundo o gestor, o aumento no volume de produção resulta da expansão do plantio e nos ganhos de produtividade obtidos a cada ano, quer agrícola como na industria.

Metas

Acrescentou que os números poderiam ser ainda maiores se não fosse a seca que assolou a região este ano, onde choveu 25 por cento menos do que a média.
Para reduzir esse efeito no futuro, a empresa irá multiplicar variedades de cana mais adaptadas à este clima, e que também proporcione uma alta concentração de açúcar.
Explicou que o foco do negócio tem sido os investimentos aplicados em novos equipamentos, tecnologia de ponta e na formação dos recursos humanos, “o que torna a empresa rentável”.
Assegurou que a Biocom caminha para atingir às metas de produção fixadas para a fase de maturidade do projecto, na safra 2021-2022, onde se prevê colher 256 mil toneladas de açúcar, cerca de 33 mil m3 de etanol e 235 mil MW de energia eléctrica.
Luís Bagarro Júnior realçou que a partir da maturidade do primeiro estágio do projecto, a produção anual de açúcar será equivalente a 60 por cento de todo o consumo no país.
Considera importante a entrada de novos produtores no mercado, afim de colmatar o défice que ainda existe e até exportar para outros mercados da região.

Necessidade de divisas

Revelou que mensalmente a empresa necessita de quatro milhões de dólares para garantir o pagamento junto dos fornecedores, para a compra de equipamentos, fertilizantes, entre outros custos.
“Em 2016, a empresa investiu 30 mil dólares por mês em programas de responsabilidade social, valor que poderá aumentar este ano, com outros programas sociais em forja”, disse.
A única empresa que produz açúcar no país conta com mais de mil clientes.
Da safra 2016/2017 para a de 2017/2018 a participação de expatriados no quadro da força de trabalho diminui. Cerca de 93 por cento da mão-de-obra é nacional.