A componente angolana do projecto turístico Okavango /Zambeze prevê gerar nos próximos dez anos cerca de 100 mil postos de trabalho caso sejam materializados todos os investimentos previstos no complexo turístico, anunciou, no Lubango, o director da unidade técnica de gestão. Rui Lisboa que falava à margem do Conselho Consultivo do Ministério da Hotelaria e Turismo disse que a exploração plena da área fronteiriça de conservação Okavango/Zambeze depende fundamental de investimento estruturante. O director da unidade técnica de gestão do Okavango/ Zambeze o projecto aguarda pelo investimento públicos estruturantes nas vias de comunicação e outros serviços complementares para começar a movimentar anualmente 10 mil turistas e volume de receitas de cinco milhões de dólares. Rui Lisboa reconheceu que Okavango/Zambeze é ainda um “monstro adormecido” porque existe potencial que carece de investimentos, inicialmente públicos para, numa fase posterior, atrair o sector privado, e para converter a riqueza natural em produto turístico. “Temos o atractivo natural ao qual devemos agregar valias e valores como estradas, os logde, hotéis e restaurantes para acordar o monstro adormecido. O complexo precisa de um investimento público para estimular o investimento privado”, disse. Disse que o complexo começa a registar um movimento significativo de turista em função da estratégia de promoção em curso. Referiu que este ano cinco expedições compostas por mais de 50 turistas já passaram pelo projecto. “Os números ainda não são tão expressivos neste momento mas o importante é continuar a cativar os interesses dos turitas para visitar a área. Precisamos construir infra-estruturas rodoviárias básicas para criar acomodação e atrair mais turistas. Temos primeiro que investir para depois obtermos o retorno necessário”, defendeu. Disse que para o seguimento do turismo de aventura “não é muito exigente porque o objectivo e acampar. Ninguém pede cama. Pedem apenas que haja vida selvagem. Basta haver todos os outros constrangimentos relacionados com alojamento ficam esquecidos”.

Safari aéreo
O director da unidade técnica de gestão revelou que está em curso o projecto de safari aéreo designado “das nascentes até ao delta do Okavango” que visa incentivar a observação das paisagens naturais e da vida selvagem do espaço.
Rui Lisboa disse que este roteiro turístico começa das nascentes dos grandes rios, porque Angola é a fonte de água do delta.
Sublinhou que o safari aéreo fica mais facilitado porque existe operadores disponíveis a oferecer estes pacotes aos turistas. Disse que existe aeroportos com alguma capacidade, como do Cuito Cuanavale que este a ser usado como ponto de entrada para os referidos meios.
Unidade técnica de gestão está a organizar expedições da Land Rover experiência que vai internacionalizar o roteiro turístico, embora a exista alguns constrangimentos relacionadas com fronteiras que ainda impede este fluxo.
Apontou como constrangimentos a inexistente de fronteiras oficiais que interligam a componente angolana e namibiana do projecto que são as áreas de maior interesse turístico e a falta de estradas.
“Estamos a trabalho com os órgãos a fins para abertura de fronteiras na área de bico de Angola e do Bwabwata e no sentido da melhoria das estradas, porque as vias de comunicação tem sido empecilho no lado de Angola.
A nossa região tem uma extensão de 90 mil quilómetros e representa 20 por cento do projecto Okavango, sendo a terceira maior, depois de Zimbabwe e Botswana. O lado de Angola corresponde a dois parques nacionais, nomeadamente o parque nacional de Luengueloyano e o de Mavinga. “O turismo como sector transversal, vai permitir que a deslocação por via área implica pagamento doa autorização, a compra do combustível e a utilização no terreno. Isso significa que todos ganham com a questão de fornecimento de bens e serviços aos serviços”, disse.

Pilares do projecto
O projecto está a ser desenvolvido da parte sudeste da província do Cuando Cubango, Cuito Cuanavale, Mavinga, Rivungo e parcelas de Dirico e Nankova. Rui Lisboa disse que direcção está a desenvolver acções em três pilares fundamentais. A primeira tem a ver com a conservação e protecção da biodiversidade, a melhoria das condições de vida das comunidades e o desenvolvimento do turismo
No domínio do desenvolvimento do turismo trabalha no roteiro turístico transfronteiriço, precisamente para aproveitar o fluxo de turistas que circula pelos países membros do projecto para atrair para a componente angolana. “Como o movimento por estrada é muito complicado, então optamos por este seguimento de turismo de grandes valias. É muito aderido por pessoas de alto rendimento que tem os meios disponíveis para observar as paisagens do Okavango /Zambeze por via aérea. Os turistas vão poder explorar este percurso todo dos grandes rios da região”, disse.