O matadouro “Ossytu Yetu”, localizado em Kaluapanda, município do Cuito (Bié) está sem energia eléctrica desde a sua inauguração há mais de seis anos, o que tem causado grandes constrangimentos para a conservação da carne. A coordenadora do projecto “Ossytu Yetu”, Graça Gamo, disse que não há capacidade financeira para o abastecimento de combustível ao gerador existente. Ainda assim, a preocupação foi apresentada durante uma visita efectuada pelo governador provincial, Pereira Alfredo. Graça Gamo salientou que “para a conservação da carne as vendedoras são obrigadas a levar para casa o produto”, ou contribuirem diariamente com aproximadamente kz 1.000 para assegurar o abastecimento de combustível do grupo gerador.

Abate de gado
Diariamente são abatidos no matadouro municipal do Cuito quatro cabeças de gabo bovino para comercialização.
Quanto às condições para abate, Graça Gamo disse, que são favoráveis, apesar da falta de uma máquina para ajudar a carregar
os animais para o abate.
O mau estado da via que dá acesso ao matadouro é outra preocupação apresentada pelas vendedoras que comercializam a carne no único matadouro
municipal do Cuito.
Durante a época chuvosa, a via fica inundada, o que impossibilita a passagem de viaturas, reduzindo
assim o número de clientes.
O governador da província do Bié, Pereira Alfredo, visitou a instalação do matadouro, tendo orientado os técnicos da Empresa Nacional de Electricidade (ENDE) a encontrarem uma solução e fazer chegar a energia ao matadouro.
“É preciso haver energia eléctrica para a conservação da carne e manter a qualidade do produto aos consumidores”, acentuou.
O matadouro possui áreas para o abate de animais de vária espécie (gado caprino, bovino e suíno).
Para o abate de um cabrito ou porco, o cliente paga o valor de kz 1.500 (incluindo limpeza completa do animal).