A promoção do agro-negócio e o desenvolvimento sustentável do sector da Agricultura e Florestas passa pela criação de um pacto estratégico com o sector empresarial, defendeu, na semana passada, na cidade do Lubango, província da Huíla, o ministro Marcos Alexandre Nhunga.
O governante, que discursava na abertura do primeiro encontro entre o Ministério da Agricultura e Florestas com os empresários nacionais, acto que decorreu, na cidade do Lubango, disse que o Executivo está a trabalhar para mudar o paradigma de actuação
entre o sector e os empresários.
A iniciativa visa garantir a produção agro-pecuária e florestal, além da promoção do desenvolvimento sustentável.
O encontro entre os empresários nacionais e o Ministério da Agricultura e Florestas decorreu sob o lema “Pacto e alinhamento estratégico com o sector empresarial do agro-negócio para viabilização da produção agro-pecuária e florestal, promovendo o desenvolvimento sustentável”.
Para o titular da pasta, este “pacto” poderá contribuir, no futuro próximo, um crescimento assinalável, e garantir os objectivos traçados pelo Executivo angolano, tendo como meta a redução das importações de bens.

Acções do sector
Durante o encontro foi feita a apresentação da visão sobre o desenvolvimento do sector agrário, bem como a apresentação das acções no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022.
O ministério da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga, disse que com o encontro, a estratégia é de criar um pacto e alinhamento estratégico.
Reconheceu ser difícil interpretar os fenómenos da mesma forma. Mas, sublinhou, está a se trabalhar para começar “uma nova era, onde o empresário e os produtores serão os elementos fundamentais para promover o agro-negócio”.
“Ao reunirmos mais de 400 empresários que actuam no sector de agro-negócio, desde fornecedor de serviços, produtores de aves industriais, é difícil pensarmos da mesma forma”, advogou, depois de acrescentar que “ ao se alinhar a estratégia de actuação, os resultados a alcançar serão positivos”.
O Executivo está a promover uma nova era de relacionamento com os empresários que actuam no sector.
“Queremos que a partir do encontro com os empresários realizado no Lubango, se tenha uma participação inclusiva para o alinhamento de desenvolvimento que se pretende a atingir”, disse.
Referiu ser pertinente que os empresários saibam a visão do sector, o plano que se tem, para que de forma inclusiva se possa
atingir os objectivos desejados.
Destacou a existência, na região da Associação dos Criadores de Gado do Sul de Angola, bem como a Associação dos Produtores de Angola, que para o governante são iniciativas que “ajudam a desenvolver o sector agro-negócio”.

Produção do milho
Informou que está em curso a elaboração do Plano de Desenvolvimento 2018/2022, para a produção de cereais, onde os empresários deverão dar as suas contribuições, para que as metas a atingir sejam positivas.
As consultas começam brevemente, e muitos empresários que actuam nas diversas áreas (Indústria, Pescas e outros) deverão também questionar e dar opiniões valiosas ligadas aosector da Agricultura e Florestas.
Produzir milho, salientou, “é diferente da soja e o mesmo acontece com a produção de gado suíno, caprino e bovino”.
Marcos Alexandre Nhunga realçou que quando “tivermos a produzir a suinicultura vai se interagir de forma directa com as federações onde se faz essa produção para resolver eencontrar solução na área”.
O ministro da Agricultura e Florestas revelou que “os empresários sabem,que nunca houve essa ligação forte entre o sector empresarial e a direcção do Ministério, por isso, estamos a dizer que queremos abrir agora uma nova era nesse relacionamento”.

Huambo

Ventania produz Ovos

Mais de nove milhões de ovos são produzidos anualmente nos aviários da fazenda “José Gervásio Ventania”, no município da Chicala Cholohanga, província do Huambo.
Com capacidade para produzir 840 ovos por dia e 25.200 por mês, numa nave de 1.100 aves poedeiras, a produção é ainda insuficiente, tendo em conta a grande procura que a região regista, cujo principal mercado são as províncias do Huambo, Bié e Cuando Cubango.
De acordo com o fazendeiro, a meta é aumentar o número de aves poedeiras e alargar o volume de negócio para outras regiões.
O criador considera a actividade uma oportunidade para o crescimento das rendas de muitas famílias, apesar de algumas dificuldades relacionadas com a escassez da ração no mercado.
Disse que adquire a ração e as aves no município do Waku Kungo, na província do Cuanza Sul, ao preço de 9.500 kwanzas um saco de 25 quilogramas e convida as pessoas com alguma
capacidade financeira no sentido de abraçar a actividade, para haver mais produtores e tornar a província auto-suficiente em ovos e outros produtos alimentares.

Adolfo Mundombe na Chicala Cholohanga