Animais como búfalo negro, elefante, leopardo e porco do mato são algumas das espécies raras da fauna tidas como privilegiadas e catalogadas, até ao momento, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), no Parque Nacional do Bicuar, província da Huíla,
evitando que sejam extintos.
Em declarações à Angop, o director do IDF na Huíla, Henriques Suquina, garantiu que estão a trabalhar no sentido de proteger e conservar as referidas espécies privilegiadas da fauna e flora, com base em acções de patrulha constantes e instalação de novos postos de fiscalização, cujos fiscais inibem a caça furtiva, queimadas
e desmatação ilegal.
A instituição está engajada, também, no controlo de exploração ilegal da madeira, para preservar a flora, sobretudo de algumas espécies madeireiras, dada a sua importância
para a economia do país.
Henriques Suquina admitiu, que o IDF local ainda desconhece o estado actual da preservação da fauna e da flora na Reserva Natural com mais de 7.900 quilómetros quadrados, mas assegurou não registar-se indícios da caça furtiva, fruto do trabalho conjugado com o Ministério do Ambiente e de outras instituições públicas
e privadas da região.

Incentiva à pesquisa

Por seu turno, o administrador do Parque Nacional do Bicuar, José Maria Kandungo, incentivou, no município da Matala (Huíla), os académicos nacionais e estrangeiros a promoverem estudos científicos sobre a flora e fauna na reserva natural, visando a descoberta de novas espécies.
Em declarações à Angop, o administrador referiu que o Parque Nacional do Bicuari precisa de estudos científicos, por possuir uma diversidade de animais e plantas que são desconhecidas no mundo da ciência e que pode ser importante para o programa de diversificação da economia do país.