O Ministério das Pescas está neste momento a dar os primeiros passos para reactivar a pesca artesanal continental com a implementação de vários projectos em distintas áreas do país, considerou na passada segunda-feira, 5, no Dondo, Kwanza-Norte, a assistente da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Esperança Pires.

Segundo à Angop, Esperança Pires fez esta afirmação durante um encontro que manteve com alguns técnicos que participam do projecto sobre vulgarização de técnicas pós captura ao noroeste de Angola, afirmou que o apoio começou em Fevereiro último com a implementação desta iniciativa na comunidade de Ngolome, província do Kwanza-Norte.

O projecto, primeiro de género a ser implementado em Angola na comunidade do Ngolome (bairro saraiva), vai beneficiar 945 pessoas dos bairros Muigi, Kazocola, Kikoma, e baixa grande.

Trata-se de um projecto que consiste em dotar os pescadores desta comunidade e outras pessoas que lidam com a pesca artesanal continental de técnicas melhoradas de pescado que permitam reduzir as perdas de pescado pós captura.

Para além da vertente formação, o projecto a ser implementado comporta também a construção de uma plataforma com áreas de frio, pequenas máquinas de refrigeração, gelo em cubos, uma loja para a comercialização de artefactos de pesca, oficina para a manutenção das embarcações, rede e água potável. O centro vai estar também munido de um sistema de tratamento de água.

Investimento
Avaliado em 30 milhões de Kwanzas, o projecto está a ser apoiado pela FAO e vai ajudar o governo na implementação das suas políticas assim como os pescadores a garantir uma captura com qualidade.

O projecto começou na comunidade de Ngolome por se tratar de uma localidade com riqueza em termos hídricos e piscatórios e pela existência de uma grande diversidade biológica. De acordo com os resultados obtidos, a ideia é replicar o projecto noutras regiões do país.  

O projecto de desenvolvimento da pesca artesanal, é uma iniciativa do Instituto Pesqueiro de Angola (IPA), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO).