A associação de pescadores de Cabinda registou, no Iº trimestre deste ano, a captura de 650 toneladas de peixe, com destaque para a corvina, carapau, espada e faneca (malevu). De acordo com o secretário financeiro da associação de pescadores de Cabinda, Lucas Mataia Loto, os níveis de captura de peixe registados no I trimestre são tidos como satisfatórios, por terem sido verificados no período da época chuvosa. Segundo ele, no II trimestre os níveis de captura de peixe baixaram para 50 por cento, na época de cacimbo. “Os níveis de captura também baixaram, porque anteriormente empregávamos força de trabalho estrangeira para a pesca, mas com as orientações do Ministério das Pescas e do Mar que proibiu a contratação de força estrangeira tudo está complicado, já que a força de trabalho nacional recrutada recusa exercer a actividade piscatória por ser de tipo artesanal”, apontou. Para Lucas Mataia Loto, os pescadores nacionais pretendem uma actividade piscatória de tipo industrial ou semi-industrial com o objectivo de se sentirem verdadeiros “homens do mar” na captura de peixe. “A nossa área de jurisdição começa da aldeia do Yabi até a comuna do Massabi, a uma distância de 100 milhas, mas devido à exploração petrolífera somos obrigados a percorrer muitas milhas para fazer a pesca”, informou. Para ele, as condições técnicas que “apresentam as nossas embarcações não favorecem obter uma pesca satisfatória”. A associação de pescadores controla mais de 300 embarcações e 1.229 pescadores associados. “Falta-nos muitas condições, porque as embarcações que temos são de pequeno porte e fabrico local e não permite percorrer muitas milhas para a pesca, por isso os nacionais não estão a aderir à actividade piscatória”, precisou. Lembrou que a região tinha uma pequena indústria de fabrico de embarcações, mas “está paralisada porque não estava legalizada, e estamos a pedir ao governo local a legalização da unidade para que os pescadores adquiram embarcações de qualidade de forma a permitir maiores níveis de captura de peixe”.