Perto de 6.481 toneladas de pescado diverso, menos 3.953 toneladas em relação a 2017, foram capturadas na província do Cunene, em 2018, disse, recentemente, à Angop, o chefe do Departamento das Pescas, Pedro José Pacavira.
As espécies de peixe pescadas em Ombadja e Cuvelai, no rio Cunene foram bagre, bacalhau, kimaia, kimiamia, roncador, sardinha, tchimbululo e tchingongo.
A redução do pescado tem a ver com a exiguidade de meios de trabalho como canoas, redes, anzóis por parte das 48 cooperativas em actividade
ao longo do rio Cunene.
Ainda em 2018, o sector das Pescas desenvolveu diversas acções de fiscalização sobre o uso de redes impróprias, pesca ilegal, avaliação da organização das cooperativas e
grupos de interesse económico.

Pescas artesanal e continental
Dados a que o JE tem acesso indicam que, a actividade de pesca de subsistência, na bacia do Cunene, está localizada na secção inferior do curso médio.
A pesca é praticada tanto por homens como por mulheres, embora
principalmente pelos homens.
É uma actividade particularmente lucrativa para as pessoas que vivem nas proximidades do rio Cunene e em menor grau para aqueles que habitam nas terras ribeirinhas e seus afluentes: os rios Cakuluvale e calonga.
Cunene conta com 48 cooperativas de pescadores, sendo 36 no município de Ombadja, sete no Cuvelai e seis no Cuanhama.
A província conta ainda com 45 grupos de interesse económico, designadamente 17 em Ombadja, 19 em Cuvelai bem como nove no Cuanhama.