O Executivo angolano pretende nos próximos anos se equiparar a países como a Nigéria e Moçambique em que o peso da sua agricultura no Produto Interno Bruto (PIB) é superior a 20 por cento.
Segundo o secretário da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, que apresentou, recentemente, em Luanda, às associações empresariais, a estratégia do Executivo para se atingir esta meta, está em carteira um conjunto iniciativas que vão contribuir para que Angola atinja autonomia nos 54 produtos eleitos, para atingir a auto- sustentação.
“São várias as iniciativas, que vão desde as limitações nos juros para créditos para a actividade económica, ao domínio dos seguros para a agricultura”, disse. Disse também que desde o mês de Janeiro, o Governo deu início à política de priorização da produção nacional, em que os 54 produtos têm de ser comprados em Angola.
“É um conjunto de medidas que vai de facto alterar a actividade económica nos momentos imediatos”, sublinhou.

Contribuição

A agricultura no país contribuiu com 6,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2018, contra os 6,1 registados em 2016.
Dados de Sérgio dos Santos apontam que em 2018 o país gastou 3,2 milhões de kwanzas em importação de bens alimentares, representando 20 por cento do stock das reservas líquidas.
O referido valor vem completar os 8 ,6 mil milhões de dólares gastos da importação de bens alimentares nos últimos três anos.
Constam da tabela dos bens prioritários a avicultura, bovinicultora, cultivos de arroz, cana de acúcar, feijão e milho, bem com os seus derivados, entre outros.

Subsídio aos combustíveis


Na ocasião, Sérgio dos Santos, anunciou que o Governo está a trabalhar no regulamento para a atribuição do subsídio de combustíveis aos sectores agrícolas e pescas, de modo a evitar desvios dos recursos para outros fins.
A Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou a atribuição de subsídio aos combustíveis para a produção agrícola e pesqueira, com o propósito exclusivo de incentivar e dinamizar a actividade produtiva nestes dois sectores, com a redução dos encargos para os produtores e maior flexibilidade nos preços.
O referido regulamento, além de outros instrumentos que vão apoiar o aumento da produção nacional, poderá estar disponível antes do início da próxima época agrícola 2019/2020, antes de Setembro.