A criação de um fundo e a elaboração de plano de contingência para mitigar os efeitos negativos de fenómenos naturais consta das prioridades da administração municipal da Humpata, na província da Huíla, que celebrou no dia 17 de Janeiro, 135 anos, desde a circunscrição foi elevadaà categoria de município.
A administradora municipal da Humpata, Paula Nassone, disse na abertura da primeira Expo-Humpata, realizada para saudar a data, que a região tem sido assolada por vários fenómenos naturais, entre os quais a seca, trovoadas e remoinhos descontrolados.

Para o efeito, revelou, vai ser criado um fundo bem como a elaboração de um plano específico de contingência, para mitigar eventuais efeitos nefastos derivados destes fenómenos naturais, com grande incidência nos últimos anos, na região.
Paula Nassone informou que do plano de acções específicas a serem desenvolvidas, consta a criação de cortinas de vento nas zonas descampadas na localidade da Nkaka, Bata-bata e Tchingui.
Face ao actual contexto, destacou, a exigência e os desafios são cada vez mais enormes.
“Vamos continuar a prestar atenção particular ao sector social e produtivo, para a mitigação dos problemas e carências que ainda enfrentamos no acesso e disponibilidade da água e energia e melhoria no saneamento”, referiu.
O apoio institucional para o fomento e transformação da produção agro-pecuária, abertura e melhoria das vias de acesso secundárias e terciárias, para facilitar o escoamento e comercialização de produtos e promoção e iniciativas turísticas, são acções prioritárias da administração municipal da Humpata, para o ano em, curso.
“Temos no município, um forte pendor no turismo. Apelamos a nossa juventude, no sentido de criarem pequenas iniciativas no turismo”, convidou a administradora municipal da Humpata, Paula Nassone.
Paula Nassone salientou que precisa-se transformar os recursos naturais do município da Humpata em riqueza real.
Nesta conformidade convidou os empresários nacionais e estrangeiros a investirem na Humpata.
“Os investidores interessados não se vão arrepender, face as condições climatéricas, o que favorece a aposta no ramo agro-pecuário”, sublinhou.

Produção de frutas
Criar mecanismos para a produção de frutas de qualidade para o mercado interno, tanto para o processamento, consumo e favorecer, deste modo, a melhoria da qualidade de vida das populações e diversificar a economia, é também a prioridade da administração municipal da Humpata.
Paula Nassone referiu que o município dispõe de uma área total de 1.261 quilómetros quadrados e tem particularidades no clima, onde a agricultura é a base da renda das famílias camponesas. Acrescentou que na região, é abundante a fruteira como macieiras e pessegueiros.
A responsável reconheceu que o município é o maior produtor de peras no país, tendo acrescentado que organizar a cadeia produtiva das frutas, de modo a expandir o mercado de consumo, através de mecanismos que visam a realização do desiderato, com sucesso, é o desafio que deve contar também com a participação dos agricultores, camponeses, administração municipal e as autoridades competentes.
Mostrou-se satisfeita com o aumento gradual de empresários que procuram a região para investimento.
Acrescentou que na Humpata, também se faz a produção de cereais (milho, massango, massambala, trigo e centeio). O município é ainda rico na produção de feijão, tremoço, ervilha e fava, um contributo valioso, rumo ao desenvolvimento.

Mais produção
Aumentar os níveis de produção de pera de modo a superar os actuais índices que se situam entre 100 a 150 toneladas, em cada época, é um desafio que as autoridades colocam, com os apoios constantes aos produtores locais.
Na produção da pera, os níveis podem superar mais de 150 toneladas de maçã em cada época, para aquilo que é a produção controlada.
A administradora municipal da Humpata explicou que para escoar os produtos, os camponeses locais recorrem, normalmente ao mercado paralelo.
A Humpata possui a barragem das Neves, com um canal de irrigação superior a 38 quilómetros e nele, dependem mais de 110 fazendas.
Esclareceu que o volume total de armazenagem de água varia em função das chuvas. Salientou que a construção da barragem das Neves, em 1968 e a sua reabilitação no ano de 1992, contribuiu para esta parcela do território tornar-se num grande potencial agrícola.
A existência da barragem das Neves, permitiu o surgimento de vários pólos fruticultores, que estendem a sua actividade até no limite com o município da Chibia (45 quilómetros a sul da cidade do Lubango), com produção de laranja, uva, pera e maçã.

Geração de novos empregos
A actividade de cultivo de citrinos no município é encarado de grande importância, pois gera, além de dinheiro, emprego para os jovens da região. O economista Francisco Chocolate diz ser importante criar também áreas de irrigação, que permitem produzir frutas durante todo ano.
“Continua a ser preocupação dos agricultores, o escoamento dos produtos. Inicialmente construímos uma fábrica de transformação da fruta, que era uma mais-valia, na absorção da produção que é feita localmente. Infelizmente ainda está parada por algum tempo. Aguardamos a todo instante a sua reactivação”, disse.
O economista sugere que, para colmatar a lacuna é preciso que as autoridades competentes proporcionem contactos com outros municípios, para poderem adquirir de forma orientada e coordenada, a fruta que é produzida na Humpata.
Na primeira Expo-Humpata participaram mais de 50 empresários e fazendeiros que actuam nos ramos da agro-pecuária, produção de frutas, indústrias de carne, plásticos, transformação do granito negro, construção civil, entre outros.
Com duração de cinco dias, no certame foram expostos ainda produtos industriais, agrícolas, equipamentos agrícolas, batata-rena,
batata-doce e calcário dolomítico.