O município da Humpata está aos poucos a se transformar num baluarte da produção agro-pecuária a nível da província da Huíla. Na região, estão a nascer várias fazendas, numa conjugação de esforços entre o sector da agricultura e o da Hotelaria e turismo, medida alinhada na política do Executivo angolano da diversificação da economia nacional.
O Pólo de Desenvolvimento Integrado e Sustentável (POLIS) da Humpata, que está implantado numa extensão de 415 hectares, orçada em três mil milhões de kwanzas, pertencente a empresa Unione, iniciou desde o mês de Abril de 2015, a preparar gradualmente cinco hectares, onde são desenvolvidas hortícolas e frutícolas diversas.
O responsável do projecto, Carlos dias, explicou ao JE que o processo da transformação da zona montanhosa em campos agrícolas é possível um investimento em maquinarias destinadas a colocação de rochas para reposição de solos férteis e favoráveis e nivelamento para a agricultura.
O agrónomo salienta que o investimento em furos de captação de águas subterrâneas, sistema de energia e de irrigação gota-a-gota e por aspersão permite à empresa independência das chuvas e desenvolvimento da agricultura sustentável e em todas as estações do ano.
Explicou que a agricultura prática é a orgânica porque a empresa usa estrumes de gado bovino criado na região.
Várias espécies de couve, repolho, cenoura, tomate, alface, cebola, alho, pimento, salsa, hortelã, bata-rena, feijão e frutas como laranja, limão, tangerina entre outras são produzidas nos espaços agrícolas.
O pólo de desenvolvimento integrado e sustentável já é ponto de referência dos consumidores que vão comprar directamente produtos na fazenda.
“A colheita contínua e é satisfatória. Estamos na fase inicial. Continuamos a preparar mais terrenos para que em breve tenhamos aqui mais produção, capaz de abastecer o mercado e reduzir a importação”, afirmou.
O projecto agrícola, que emprega 20 jovens maioritariamente recrutados nos municípios da Humpata, dispõe de câmaras frigoríficas industriais instaladas para a conservação da produção.
As perspectivas são de ampliar os investimentos para a criação de aves. Já há chocadeiras de ovos, numa altura em que o projecto já dispõe de mais de 200 aves.

Crescimento garantido
O governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, visitou recentemente, o projecto criado para promoção do projecto para atrair investidores nacionais e estrangeiros dentro do espaço.
O administrador do grupo Unione, Fernando Gomes, explicou que o Polis com cerca de 415 hectares é um projecto socioeconómico concebido para promover o desenvolvimento da região.
O espaço urbanizado integra oito grandes áreas subdivididas em centros de negócio para 100 agro-indústrias, áreas comerciais para 60 empresas, escolas do ensino geral e profissional.
Está projectada a construção de 120 residências, hotéis, centro comercial, zonas de exposição de produtos e escoamento da produção local, além de hospital e campos desportivos.
A criação de incubadora de empresas, centros de formaçãomultidisciplinar com destaque para formação profissionais e académica em agricultura, micro negócios, empreendedorismo, carpintaria, serralharia, electricidade e desporto, além da formação académica.

Componente turística
O projecto conserva a componente turística que prevê a integração de vias de comunicação entre as zonas turísticas que compõe a cordilheira da serra da Chela, desde a Fenda da Tundavala, passando pela Estação Zootécnica da Humpata, a zona do alto Mbimbi até a serra da Leba.
Assegurou que do ponto de vista económico, social e ambiental o projecto é viável porque possibilita a integração e complementariedade entre as empresas de diversos sectores de actividade, permitindo a desconcentração urbana da cidade do Lubango.
Fernando Gomes garantiu que foi realizado um estudo de impacto ambiental e a execução do projecto salvaguarda a preservação da natureza pois o projecto vai ser materializado com total responsabilidade já que incide num dos melhores aquíferos de Angola.
A elaboração do plano director entregue já a administração local, contempla a construção de casas evolutivas para as famílias locais, a integração de crianças das comunidades carentes dos arredores e a promoção de empregos para os jovens da região são entre outras vertentes da responsabilidade social do projecto.