A partir do II semestre do próximo ano, o mercado nacional contará com produtos agro-pecuários com a marca “Boa Vida”.
O projecto é do grupo “Poltec Investimentos”, que através da empresa Agripol está a investir no sector agro-pecuário, numa iniciativa que visa a criação de frango e gado suíno (carne de porco).
Em declarações ao JE, o presidente do Conselho de Administração e director-geral do grupo empresarial “Poltec Investimentos”, promotora do projecto agro-pecuário, Tomasz Dowbor, disse que a Agripol está a ser preparada para “revolucionar” o mercado de alimentos do país, através de uma sustentabilidade a longo prazo.

Revolucionar o mercado
Com um investimento global de 80 milhões de dólares norte-americanos de capitais próprios, sendo 30 milhões para a produção de 50 mil porcos por ano, e 50 milhões para 25 mil toneladas de frango por ano.
O projecto está a ser implantado em Caxito, província do Bengo, sendo que mil hectares serão para a área de produção.
“O país depende muito das importações, daí a necessidade de fazer frente aos desafios colocados pelo Governo, que tem convidado o empresariado a aproveitar as inúmeras oportunidades que o mercado tem para investir, é neste contexto que nós decidimos investir neste importante sector”, destacou.
O empresário destacou que o projecto terá “grande valia” para

o mercado nacional, já que pretende-se “abastecer parte significativa do mercado interno e ajudar no processo de diversificação da economia nacional, no quadro da estratégia do Governo angolano”.
Por outro lado, o gestor espera que o projecto “traga benefícios não só para a empresa, mas também para a sociedade, o que vai permitir tornarmo-nos numa empresa de referência em Angola primando sempre pela qualidade dos nossos produtos”.
Além de Luanda, que é o principal “mercado consumidor”, os produtos da empresa serão também canalizados para outras províncias, medida que poderá contribuir na redução das importações. Estima-se que o país consome cerca de 380 mil toneladas de frango/ano, sendo que grande parte é importada.
“Este indicador foi o principal motivador para que a nossa empresa pudesse investir neste segmento. Existe um grande mercado com potencialidades para crescer, e ajudar a diminuir as importações”, garantiu, depois de ter frisado que o sector privado tem de estar preparado para apoiar as iniciativas do Governo angolano que visam o desenvolvimento sustentável do país, através de uma economia “forte”.

Produção integrada
O projecto tem como principal objectivo gerar e garantir alimentos de qualidade, daí terem concebido de forma integrada, criando uma estrutura interna, que desenvolverá as acções através de um planeamento minucioso em toda cadeia de valor.
Para fazer face às necessidades do ambicioso projecto agro-pecuário, a empresa conta com uma área de cinco mil hectares para a produção de 30 mil toneladas por ano de milho e 20 mil para a soja, no município de Cacuso, na província de Malanje.
“Não iremos depender de terceiros para a produção e comercialização dos nossos produtos. Teremos fábricas para o abate de aves e os porcos bem como também para a produção de ração, cuja matéria-prima virá de Cacuso, onde temos uma área de cinco mil hectares, onde cultivamos milho e soja”, salientou.
O PCA da Poltec Investimentos informou que a empresa irá também adquirir milho e soja aos pequenos e grandes agricultores da região, para garantir a sustentabilidade do projecto.
Para o sucesso do projecto, a empresa contará com o apoio técnico de um total de 15 expatriados, provenientes da Polónia, país, segundo destacou Tomasz Dowbor, com grande potencial na produção de frango e gado suíno.
O empresário espera que os dois projectos possam gerar 1.500 postos de trabalho directos e um total de três mil indirectos.
“Um dos nossos grandes objectivos é fazer com que os angolanos tenham uma fonte de renda e aprendizado, por isso é que a geração de empregos constitui a nossa principal aposta”, precisou.
No mercado nacional há mais de 20 anos, a “Poltec Investimentos” é um grupo empresarial de direito angolano, que tem como principal foco o sector imobiliário.