A Ilha de Bócolo, onde se encontra o Padrão de São Jorge, vulgarmente conhecido por Ponta do Padrão, na cidade do Soyo (Zaire) precisa de ser valorizado, cujo processo passa por construir a curto ou médio prazo, uma ponte cais, com vista a dinamizar o turismo na região.
A afirmação é do director Nacional de Qualificação de Infra-estruturas e Produtos Turísticos, (órgão afecto ao do Ministério da Hotelaria e Turismo), Afonso Vita, quando no passado dia 27, na cidade do Soyo, acompanhava uma visita de três dias, ao município do Soyo, de 22 embaixadores africanos acreditados em Angola, no âmbito do projecto “FAM TRIP”.
Promovido pelo Ministério da Hotelaria e Turismo, o projecto visa divulgar as potencialidades turísticas locais, tendo na ocasião destacado que a Ponta do Padrão precisa ser valorizada por todos, por representar não só a história da província do Zaire, mas de Angola no geral.
Segundo o responsável, o recurso a um banco de madeira para desembarcar e embarcar turistas ou outra pessoa qualquer que visita a Ponta do Padrão, não é seguro, muito menos para captar investimentos.
“Em termos de acolhimento temos que melhorar. Precisamos de um cais, porque quem chega à Ponta do Padrão não tem como desembarcar, não podemos continuar a desembarcar ou embarcar com recurso a um banco de madeira, onde tem que haver quatro ou cinco pessoas para poderem sustentar o visitante, porque senão a pessoa cai”, explicou.
Os 22 embaixadores africanos acreditados em Angola que visitaram o município do Soyo para avaliar as potencialidades turísticas locais, para além de mostrarem-se encantados, manifestaram, também, a preocupação de querer ver criadas as condições básicas para que haja investimento estrangeiro e alavancar o sector.
“Os embaixadores africanos querem também investimentos. Quando chegaram à Ponta do Padrão viram as condições do local, acham que precisa-se de um trabalho para que se possa melhorar em termos de recepção de visitantes”, frisou Afonso Vita.
O Porto do Mpinda é um outro local histórico que suscitou preocupação do responsável. Para ele, as condições de acessibilidade
não são das melhores.

Valorização da cooperação
Por seu turno, o decano de embaixadores africanos acreditados em Angola, o argelino Larbi Latroch, que falou em nome da delegação, considerou o processo de desenvolvimento económico de Angola, como um exemplo, tendo destacado a fábrica Angola LNG e a central eléctrica
do Ciclo Combinado do Soyo I.
“As oportunidades turísticas e culturais que a província do Zaire tem são muito interessantes. Estivemos em Junho último em Mbanza Kongo e agora estamos aqui no Soyo, parte económica, histórica, turística e cultural, cujo balanço é positivo e, vamos continuar com este projecto de visitas, para vermos outras províncias de Angola”, destacou.

Divulgação dos encantos
pode incentivar investimentos

Social têm um papel importante na divulgação das potencialidades turísticas do país.
Para Afonso Vita, o turismo é um sector multi-sectorial e pluridisciplinar, daí ter sugerido à imprensa, a passar informações que possam contribuir para a atracção de turistas que estiverem noutras partes do mundo e, assim contribuir para o processo de diversificação da economia nacional.
“Todos ganhamos, porque as pessoas vão passar a saber que o Soyo tem um manancial turístico que tem de ser aproveitado. Ao invés de sairmos daqui todos os anos ir à África do Sul ou ao Brasil. As 150 Ilhas que o Soyo dispõe têm um potencial que ultrapassa qualquer país”, revelou.
O que está aqui concentrado se for valorizado vamos esquecer do petróleo que foi sempre a base da nossa economia”, acrescentou.
Durante os dias que estiveram na província do Zaire, os embaixadores africanos tiveram oportunidade de visitar importantes infra-estruturas económicas, nomeadamente a fábrica do Angola LNG e a central eléctrica do Ciclo Combinado do Soyo .