Cerca de 150 processos de rescisão de contratos e de reversão das áreas não utilizadas, no Pólo industrial de Viana, em Luanda, encontram-se, actualmente, em curso, segundo informações prestadas segunda-feira, pelo presidente do conselho de administração da instituição, Luís Manuel Ribeiro.
O responsável que falava à imprensa, no final de um colóquio em alusão ao 19º aniversario da criação do pólo, disse que 15 dos processos estão já concluídos estando os respectivos espaços já livres, aguardando-se que outros 32 sejam desocupados nos próximos dias e prontos para atender as cerca de 87 candidaturas apresentadas para implementação de novos projectos.
Actualmente, o Pólo industrial de Viana conta com cerca de 600 empresas instaladas, das quais 330 encontram-se em pleno funcionamento, ligadas nos sectores alimentar, construção civil, metalo-mecânica, bebidas, tecnologias entre outras, empregando um universo de 500 trabalhadores.
Segundo Luís Ribeiro, estão em curso alguns processos judiciais referentes a situações que carecem da intervenção dos tribunais, tendo garantido que a sua instituição espera que a situação se resolva até ao final do ano, para que os espaços possam ser entregues a investidores com capacidade para implementar os projectos apresentados.

Estratégia
O Pólo industrial de Viana foi criado ao abrigo do Decreto Executivo conjunto nº 41/98 dos ministérios das finanças e da indústria, promulgado, no quadro do plano director de industrialização de Angola, numa iniciativa do Ministério da Indústria.
Constam das atribuições , a promoção e a implantação de projectos industriais, analisar as propostas de investimento e decidir sobre a sua eligibilidade para o pólo.
O projecto prevê ainda assegurar os contactos e acções indispensáveis para a obtenção da titularidade do terreno e respectiva escrituração, cooperar com os organismos e autoridades centrais, provinciais e municipais competentes para a reabilitação ou construção das necessárias infra-estruturas de apoio.
O plano estabelece também um relacionamento estreito com as empresas industriais instaladas, garantindo a disponibilidade dos serviços e promoção do surgimento de oportunidades de emprego, incluindo a oferta
do “primeiro emprego”.