A conclusão das obras do Porto do Caio Litoral (em águas profundas), na província de Cabinda, está prevista para o ano de 2017. A infra-estrutura protuária facilitará o desenvolvimento económico desta região, principalmente com a entrada e saída de produtos, contribuindo desta forma, na industrialização e aumento do emprego no seio da população.

Ao discursar recentemente  na cerimónia comemorativa do 52º aniversário da empresa portuária de Cabinda, a governadora local, Aldina Matilde Barros da Lomba, afirmou que a população da região está esperançosa em ver implementado o mais rápido possível, o Porto do Caio Litoral, para contribuir no crescimento do sector produtivo.

“Estamos esperançosos em ver implementado o mais rápido possível o porto de águas profundas. Aliás, os primeiros passos foram dados, e acreditamos que até 2017, a província de Cabinda terá um porto que poderá facilitar o desenvolvimento económico, porque o porto constitui a porta de entrada e saída de mercadorias”, precisou.

Por outro lado, a governadora destacou que a unidade portuária contribuirá na concretização do plano de desenvolvimento económico da província, que se baseia na melhoria da qualidade de vida da população, contando com o incentivo da produção agrícola.

Construção
O projecto de construção do porto de águas profundas, na localidade do Caio Litoral, 10 quilómetros à Norte da cidade de Cabinda, contempla três fases. As obras da primeira fase que arrancam ainda este ano, estão avaliadas em 58,4 mil milhões de kwanzas (600 milhões de dólares americanos).

Esta fase inclui obras de comprimento da parede do cais comercial de 775 metros (m), enquanto o cais de apoio e as plataformas comportam 360 metros. A infra-estrutura contemplará ainda quebra-mar, canal de acesso de 150 m de largura, acesso rodoviário, círculo de giro de 400 m de diâmetro e bacia de 215 m de largura.

A segunda fase da construção do porto inclui obras de comprimento da parede do cais comercial de 1.550 m. Esta etapa contempla também uma secção profunda de 12,5 m e uma secção rasa de 7 m. Na terceira fase estão incluídas as obras de comprimento da parede do cais comercial de 1.925 m, serviços portuários, canal de acesso de 170 m de largura, círculo de giro de 450 m de diâmetro e bacia de 270 m de largura.

O empreendimento portuário será dotado de avançadas condições tecnológicas, que servirão para o apoio às plataformas petrolíferas e à reparação de embarcações. Durante o período de construção das três fases, serão garantidos empregos directos e indirectos, sendo um total de 1.000 empregos e 1.500 empregos a longo prazo.

Sustentabilidade
O Porto de Cabinda lançou o plano de sustentabilidade baseado num código de ética, para melhor contribuir na prestação de serviços e consequentemente no desenvolvimento da província. Segundo o presidente do Conselho de Administração do Porto de Cabinda, Nazareth Neto, estas iniciativas enquadram-se no plano estratégico da instituição para o quadriénio 2012-2015.

Na ocasião, o PCA do porto destacou que a implementação da estratégia de sustentabilidade, “significa contribuir de forma pró-activa no desenvolvimento sustentável da província, promovendo desta forma o bem-estar socioeconómico e ambiental das gerações vindouras”.

O plano de sustentabilidade do Porto de Cabinda assenta em cinco vectores, com destaque à gestão e desempenho, produção, informatização, controlo financeiro, desenvolvimento bem como a sustentabilidade.

Sobre o código de ética, o gestor garantiu que a unidade portuária vai cingir-se no profissionalismo, competência, integridade, responsabilidade, honestidade, transparência, rigor, lealdade, empenho, respeito, cooperação e solidariedade.

Gestão rigorosa
Para o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, os gestores das empresas portuárias devem possuir carácter, ética, competência e capacidade de liderança para que os portos do país contribuam positivamente no desenvolvimento socioeconómico.  
Segundo o governante, que presenciou a cerimónia comemorativa do 52º aniversário do porto de Cabinda, com o lançamento do plano de sustentabilidade e do código de ética da empresa portuária de Cabinda, estão lançadas as bases para que os objectivos preconizados sejam atingidos no mais curto espaço de tempo.

Para o titular da pasta dos Transportes, com este código de ética, os gestores devem procurar reduzir os custos, melhorar a rentabilidade, gestão profissional, cultura de rigor, capacidade de trabalho, coragem na tomada de decisões bem como controlar a formação dos trabalhadores para maior empenho. 
 
“Uma liderança responsável parte sempre por um serviço público correcto, trabalho de qualidade que é essencial para que o porto de Cabinda possa influenciar na estabilidade económica da província, de modo que os projectos nos domínios da energia e águas, estradas, infra-estruturas e outros contribuam para o bem-estar social das populações”, referiu.