O porto de Cabinda movimentou, no decurso deste ano 260.392 toneladas de carga diversa e 10.253 contentores.
Em 2016, segundo dados a que a Angop teve acesso, na passada segunda-feira, à margem da cerimónia de apresentação do novo presidente do conselho de Administração do Porto de Cabinda, Samuel Sambo, a empresa portuária movimento 254.760 toneladas e 11.672 contentores.
Quanto a navios, atracaram no Porto de Cabinda, ao longo deste ano prestes a findar, 125 petroleiros e 190 navios de médio porte e de cabotagem nacional, contra 212 petroleiros e 224 outros navios de médio porte e cabotagem nacional.
O novo presidente, apresentado aos membros do conselho de administração do Porto de Cabinda e trabalhadores, disse que será um bom desafio trabalhar em equipa para o sucesso da empresa.
Samuel Sambo salientou que o rigor e a determinação serão fundamentais, para o cumprimento dos objectivos durante o seu mandato.
O acto de apresentação foi testemunhado pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que pediu aos membros do conselho de administração apoio efectivo ao novo PCA, com vista a atingirem os objectivos desta importante infra-estrutura económica para a província de Cabinda.
O PCA do porto de Cabinda, Samuel Sambo, foi nomeado no quadro das remodelações que têm sido feitas no sector empresarial público.
O novo gestor substitui assim Nazareth Neto, que esteve durante sete anos à frente do Porto de Cabinda. Nazareth Neto vai dirigir o Porto do Soyo, na província do Zaire.

Novo porto de Cabinda
O porto de águas profundas de Caio, em construção em Cabinda deverá atingir a “plena capacidade operacional” no início de 2019 “um ano antes do previsto”.
A construção do porto, avaliada em 831.994.725,75 dólares (706 milhões de euros), foi inserida na Linha de Crédito da China.
O Porto de Caio é uma parceria público-privada lançada em 2014 que tem sido condicionada pela crise em Angola, mas, segundo informação disponibilizada hoje à Lusa pela administração, a construção “ganhou impulso devido ao forte apoio do Governo de Angola” e com o financiamento do Banco de Exportação e Importação da China.
É esperado um crescimento no movimento do comércio de Cabinda, principal área de produção de petróleo de Angola, de “pelo menos 30 por cento”, além da criação de 1.600 empregos directos.
Segundo um decreto presidencial, o “Estado deve suportar 85 por cento do valor do contrato de empreitada, ou seja mais de 707 milhões de euros e a concessionária 15 por cento do valor do contrato de empreitada, ou seja 106 milhões de euros”, lê-se no despacho Presidencial.
A primeira fase da obra consiste na construção das infra-estruturas portuárias e implementação de uma área de serviços de carga de 100 hectares, tendo sido contratada para o efeito a empresa China Road and Bridge Corporation (CRBC).