A empresa portuáriade Cabinda manuseou durante o período de Janeiro a Novembro de 2016, um total de 16.708 contentores diversos, em diferentes operações de embarque e desembarque, o que representou uma produtividade de 83 por cento, igual número registado no mesmo intervalo de 2015.

O facto foi revelado pelo presidente do conselho de administração do Porto de Cabinda, Manuel Nazareth Neto, durante a cerimónia de cumprimentos de-fim-ano, que decorreu na sala de reuniões da empresa portuária local.
Referiu que, durante o mesmo período, o Porto de Cabinda manuseou igualmente 301.611 toneladas de carga diversa e um tráfico de 486 navios de longo curso, cabotagem e petroleiros que atracaram na ponte cais.
Sublinhou que, apesar de 60 dias de paralisações de movimentação de contentores diversos causadas por calemas e da manutenção da ponte cais, que causaram algumas dificuldades nas actividades operacionais do Porto de Cabinda, o grau de execução das metas traçadas para 2016 foi alcançado.
“Apesar do decréscimo da carga contentorizada em 2016 na ordem dos 46 por cento, relativamente a igual período de 2015, constatamos que os resultados foram satisfatórios na movimentação vertical, uma evolução que nos ilustra a realidade até a primeira quinzena de Dezembro de 2016. Estamos em crer que 2017 vai ser diferente, em que esperamos superar todas as dificuldades”, disse.
De acordo com Manuel Nazareth Neto, os resultados planificados de produtividade pelo conselho de administração são satisfatórios, o que vai obrigar o Porto de Cabinda, em 2017, atingir um total de 315.168 toneladas de carga diversa, 17 mil de contendores e uma atracagem de 536 navios de longo curso, cabotagem e petroleiro.
“O ano que está a terminar foi caracterizado de dificuldade económica e financeira, por isso, cada trabalhador deve adaptar-se à situação e lutar contra todas as complicações para superar os desafios que se apresentam para a empresa. A crise que tem dura desde de 2014 que tem causado a baixa do preço do petróleo no mercado internacional, permitiu a empresa fazer um esforço para resolver todos os problemas ligados à produção e à manutenção dos meios de produção”, disse.
Segundo o PCA do Porto de Cabinda, a crise financeira e económica que assola o país não reduziu a dinâmica do Porto de Cabinda em termos de organização, o que permitiu a reorganização da empresa em apostar na formação,
visando os futuros desafios.
Reconheceu existir estabilidade financeira, na empresa portuária de Cabinda, pelo facto dos custos com terceiros ter diminuído na ordem dos 48 por cento, o que deu maior solidez na gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros da instituição.
“A dívida a receber de terceiros que transitam para 2017, o porto tem a receber um montante de quatro biliões 414 milhões de kwanzas, incluindo os juros de mora, a dívida a pagar está avaliado em mais de 205 milhões de kwanzas”, precisou.

Mais acções em 2017
Nazareth Neto disse que, para o próximo ano, o Porto de Cabinda perspectiva a construção do novo porto na localidade do caio litoral, quebra-mar e do terminal marítimo de passageiro.
Afirmou que, para o quadriénio 2016/2020, o Porto de Cabinda tem a missão de contribuir para a logística de carga, descarga e de trocas comerciais na província de Cabinda, com vista a criar um valor acrescido para os clientes e para a comunidade portuária local.
Até 2020, o conselho de administração definiu atingir quatro objectivos estratégicos, como a capacitação dos recursos humanos, controlo interno, eficácia operacional e rentabilidade operacional.
Assegurou que, para a concretização de tais objectivos é necessário que todos os funcionários sejam reconhecidos como um porto eficiente e competitivo, capaz de atender as necessidades logísticas da província e das infra-estruturas da região.
“Cada trabalhador deverá começar o ano com a determinação e compreender que devemos caminhar numa única direcção para se poder buscar aquilo que é essencial para o Porto de Cabinda atingir cada vez mais os seus patamares definidos . por isso, todos os trabalhares devem reforçar a coesão familiar, sermos solidários uns com os outros, preservando a ética e o respeito”, disse.