Pertencia ao Lobito, mas através da Lei nº 32/11, de 5 de Outubro, deixou de o ser tendo ganho o mesmo estatuto e hoje a preocupação é acelerar o desenvolvimento.

Os olhares dos investidores estão virados para o Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela. O número de fábricas cresce. As obras para novas unidades continuam. O número de solicitações de parcelas de terras dentro do perímetro fabril é ininterrupto aos gestores do Pdic. A julgar pela necessidade de ver o município a prosperar economicamente, a Administração local mantém as portas abertas para quem pretenda ajudar a crescer esta terra encravada entre as belas cidades do Lobito e de Benguela.

Onde ficam as terras do Pdic? À entrada da Catumbela, no sentido de quem sai do Lobito, está perfilhada um número já considerável de fábricas mesmo junto à Estrada Nacional número 100. Se por um lado se requalifica o novo município de Benguela com o surgimento de edifícios modernos, por outro, conserva alguns antigos, numa mistura entre o novo e o velho. Exemplo são as estruturas arquitectónicas da antiga Açucareira 1º de Maio e parte da estação de comboios.

Algumas locomotivas seculares estão expostas do lado frontal da estação de comboio, como indicativo de que a história ferroviária benguelense conta já com muitos anos de existência. Aliás, com a produção do açúcar nesta região, o apitar das máquinas era constante, ora na transportação de passageiros, ora de canas já queimadas para a indústria transformadora. A Açucareira já lá não está. O edifício foi herdado pelo Poló de Desenvolvimento IndustriaI. Entretanto, Catumbela tem muito mais. Cimenfort é a designação da fábrica de cimento e uma fábrica de cerveja.

O Aeroporto Internacional da Catumbela inaugurado em Agosto último, associado ao Corredor do Lobito, cujo ramal ferroviário reúne condições para estender o comércio para além fronteiras, contribuem de forma fantástica na projecção e crescimento económico do município.

A nova Ponte Rodoviária sobre o Rio Catumbela, hoje, provavelmente, constitui o cartão de visita municipal. Foi erguida em substituição da centenária ponte metálica construída pelos Caminhos de Ferro de Benguela. A antiga ainda é uma via alternativa a nova e grandiosa ponte metálica. Mas falar de Catumbela é falar do famoso sarrabulho que é vendido em alguns pontos da cidade.

Por conseguinte, sobre o ponto de vista turístico, Catumbela tem motivos bastante para constituir uma bela fonte de receitas. As praias são maravilhosas apenas reclamam por mais investimentos em termos infraestruturais. Ao longo do Rio Catumbela, a paisagem à volta faz crescer a esperança de melhores épocas no que diz respeito a recantos agradáveis para se visitar. Obviamente, tudo passa por um processo de requalificação de investimentos colossais.

Os seus habitantes acreditam que é possível a recuperação dos lugares turísticos locais, a julgar pelo interesse de muitos investidores ligados a este segmento de incontestável importância e também de resultados financeiros apetecíveis. As comunas da Praia Bebé e do Biópio, a socorrer-se das apreciações, têm ainda muito campo virgem passível de exploração lúdico-comercial.

É oportuno que se alargue a rede hoteleira. Neste momento, apenas uma unidade está a funcionar na Catumbela. Duas outras aprestam-se para entrar para a fase terminal de obras. Uma destas é o Hotel de quatro estrelas “Riomar”, construído numa zona privilegiada e estando no topo de uma serra com casas luxuosas e com vista ao mar e próximo ao Aeroporto Internacional. Mas, em situação de acomodação, Lobito, mais próximo (8 quilómetros) e Benguela (25) constituem alternativas válidas, a julgar pela oferta em termos de hotéis e similares bem como de serviços de restauração.

O município ainda não conta com um supermercado, mas na divisão com o Lobito, está a nascer um de grande porte, cuja abertura está a ser aguardada com muito interesse. Quanto a restaurantes, existem uns poucos, mas o 7 Grill parece ser o mais procurado pelos visitantes. Tem requinte e conforto, para não falar das belas jovens do sector de atendimento às mesas. Assim vai o município que no dia 5 de Outubro completou um ano desde que foi elevado à categoria de município, cuja administradora é Filomena pascoal.

Antes, era uma comuna do município do Lobito e dependia da administração de Amaro Ricardo. Catumbela elevada à município por via da Lei 32/11, de 5 de Outubro, no quadro da revisão da nova divisão político-administrativa, tem como administrador adjunto o jovem Luís Gonzaga e uma população estimada em 200 mil habitantes.

O rio Catumbela, merecendo uma referência à parte, nasce na serra de Cassoco e desagua no Oceano Atlântico, após um percurso de 240 quilómetros. Abastece de água Catumbela e não só, é a fonte geradora da energia hídrica. Sobre este rio, está a ponte baptizada por 4 de Abril, já acima sublinhada, e que possui 438 metros e engloba dois viadutos de acesso e a plataforma sobre o rio, com 170 metros. Conta com duas faixas de rodagem em cada sentido e uma passagem para peões.

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