A directora provincial do comércio, hotelaria e turismo do Namibe, Amélia Camunheira, defendeu, na segunda-feira, a necessidade de se tirar maior proveito das grandes potencialidades turísticas que a província oferece.
Aquela responsável falava à Angop, na cidade de Moçâmedes, capital da província do Namibe, à margem da cerimónia que marcou a abertura das actividades em prol do dia mundial do turismo assinalado a 27 de Setembro .
De acordo com Amélia Camunheira, a nível nacional, Namibe é uma das primeiras províncias que está dentro das prioridades do Executivo angolano, no que toca a matérias turísticas, e acredita que estará no foco das atenções centrais.
Diz ser necessário que a actividade turística na província esteja devidamente orientada e regulamentada, com vista a arrecadar receitas.
Aconselhou os operadores a promoverem acções susceptíveis de atrair os investidores estrangeiros a canalizarem as suas acções empresariais na província.
“Para haver atracção dos investidores é necessário a grande intervenção do Instituto Nacional de Fomento Turístico, para criar o elo de ligação entre o Executivo e os operadores turísticos estrangeiros”, disse.
Apesar de se notar alguns receios, reconheceu que a maior parte dos operadores locais têm uma certa limitação, devido a pouca atenção por parte dos bancos para financiar o sector do turismo.
“O Executivo deve trabalhar com os bancos, no sentido de apoiar os operadores. E cabe à Direcção provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo regulamentar o exercício da actividade do turismo a nível da província”, sublinhou.
Salientou ainda que a falta de agências de viagem tem dificultado a presença de guias turísticos com uma formação
aceitável, a nível da província.

Preservação dos lugares

Por outro lado, o administrador municipal do Tômbwa, João Ernesto dos Santos, defendeu, recentemente, naquela cidade, a necessidade da maior preservação do lugar turístico da Lagoa do Arco para que possa atrair mais turistas nacionais e estrangeiros.
Falando à Angop, sobre a preservação dos lugares turísticos, João Ernesto dos Santos, informou que a administração municipal está a trabalhar no sentido de preservarem o ecossistema do lugar turístico da Lagoa do Arco, bem como desencorajar a população em não transformar o local em campo agrícola.
“Com as medidas repreensivas de multas e orientações precisas que a administração foi passando aos infractores, hoje no Arco ninguém pratica agricultura, tudo fruto do trabalho de sensibilização junto das nossas comunidades, para protegerem melhor este sítio, pois o fundamental é mantê-lo sempre limpo e embelezado mesmo sem água para que os nossos turistas possam desfrutar desta beleza natural”, indicou.
A lagoa do Arco está há mais de seis anos sem água, resultado da natureza, devido as fracas chuvas que se fazem sentir na região sul do país.