Os preços dos inertes como areia e brita para a construção civil, em Mbanza Kongo, província do Zaire, registaram um aumento de até 100 por cento, nos primeiros meses deste ano, comparativamente a 2018.
No ano transacto, 18 metros cúbicos de areia estavam a ser vendidos a 67 mil e 500 kwanzas, mas este ano estão a custar o dobro (kz 135 mil). A brita passou de kz 60 para 120 mil.
Os comerciantes desta área, que preferiram o anonimato, declararam à Angop, relacionaram o aumento dos preços dos inertes com a pouca oferta no mercado local e a distância.
A areia para Mbanza Kongo é explorada no município do Nzeto, a 230 quilómetros da capital da província (Mbanza Kongo).
Embora o preço na fonte seja ligeiramente baixo - uma carrada de 18 metros cúbicos chega a custar kz 20 mil. Os agentes comerciais alegam também custos de manutenção dos camiões e com os combustíveis como um dos factores do aumento dos actuais preços.
Para o cliente, Eduardo Matumona, a subida de preços destes inertes (areia e brita) está, igualmente, a encarecer outros materiais de construção civil naquela cidade.
Disse, por exemplo, que um bloco de forma de 12 está a ser vendido a 150 (contra 135 kwanzas anteriores), o de 15 custa kz 180 (contra 160), ao passo que o de 20 está a ser comercializado a kz 200, contra os 180 praticados, em 2018.
Sobre o assunto, o director do gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais, Adão Alberto Sofia, disse que o sector na região está a trabalhar na uniformização e regularização dos preços destes materiais de construção civil e, nos próximos dias, será ser fixada uma tabela única.
O responsável informou também que no município existe apenas uma empresa licenciada para a exploração e venda de inertes.