O elevado preço dos materiais de construção civil na província do Bié está a preocupar os consumidores que pretendem “avançar” com as suas obras, principalmente casas e empreendimentos comerciais.
O maior mercado paralelo a nível da cidade do Cuito, o Chissindo, detém um número considerável de comerciantes (mulheres e homens) se dedicam a venda de materiais de construção civil, actividade que serve para o sustento das famílias.
A existência de lojas e contentores adaptados para a venda de cimento, em várias localidades do município do Cuito, tem estado a facilitar a comercialização do produto.
Em relação ao elevado preço do cimento que varia entre 2 mil a 2.500 kwanzas, os consumidores afirmam que não tem estado a facilitar a sua aquisição.

Projectos individuais
O bairro “azul”, considerado um dos maiores surgidos há oito anos, no município do Cuito, possui várias obras de residências e comerciais paralisadas.
Construções de colégios, estabelecimentos comerciais, entre outros, estão paralisadas por causa do elevado preço dos materiais de construção, nos mercados paralelos e estabelecimentos comerciais.
Os varões de 10, 12 e 16 estão no valor de 2 mil a 2.500 kwanzas, no mercado paralelo, enquanto que nos estabelecimentos comerciais está no valor de três mil.
Quanto ao preço da chapa de zinco, as importadas de três metros estão no valor de 3.500 kwanzas, cada, facto que preocupa a população.
Para constatar a realidade o JE contactou um dos moradores do bairro “azul” que possui várias obras paralisadas por razões financeiras.
João Adolfo, de 38 anos, enfermeiro em uma das unidades hospitalares do município disse que é residente no bairro há 4 anos, e vive em casa própria. “A minha casa não está terminada, por causa do elevado preço dos materiais de construção”, reforçou.
Segundo contou, os andaimes, arames para cobertura da placa, baldes, pás, enxadas entre outros, também registaram uma subida de preço nos últimos anos.
Antónia Fortuna vendedora de material de construção há cinco anos, confirmou a subida dos preços nos últimos anos.
A comerciante assegurou que adquiriu os produtos nos armazéns da província de Luanda, para revendê-los no mercado do Chissindo, no Cuito.