O nível geral de preços no consumidor da cidade de Luanda, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), registou um aumento de 0,89% entre Janeiro e Fevereiro.

As classes de hotéis, cafés e restaurantes foram as que exerceram maior pressão sobre o Índice de Preços no Consumidor (IPC), tendo registado um aumento de 1,53%, influenciados pela subida de preços do pequeno-almoço (3,49%); funge com carne (3,09%); funge com peixe (2,40%); funge de galinha (2,25%); churrasco (2,27%); café (1,86%) e kissangua (1,85%).

De acordo com o economista João Zumba, a pressão exercida durante a realização do CAN-Orange 2010 sobre os hotéis está na base desta pressão, uma vez que, embora tenha havido um aumento significativo na oferta, os preços continuaram elevados, considerados também a entrada de muitos turistas no país durante o evento.

“Estas classes acabaram por exercer maior pressão devido à entrada de muitos turistas no país, e que eventualmente terão preferido comer os pratos típicos de Angola”, disse.

Alimentação e bebidas

De acordo com a nota do INE, também se destacam neste aumento as classes de alimentação e bebidas alcoólicas com 1,30% e o de lazer, recreação e cultura com 1,03%.

Dentre elas, a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas é a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, seguida das classes dos hotéis, cafés, restaurantes e a de lazer, recreação e cultura.

Mereceu também destaque, na avaliação do IPC do mês de Fevereiro, a variação nula (0,00%) registada pelas classes de transportes e comunicações.

Variação Homóloga

A variação homóloga, neste período, situou-se em 13,66%, o que atesta uma subida de 0,18 pontos percentuais com relação ao mesmo período do ano anterior. Conforme a nota do INE, esta subida contribui negativamente para a tendência de redução da taxa do IPC, que o Governo iniciou em meados do ano de 2005.

No global, segundo o economista, a inflação acelerada em torno dos 1% deve ser sempre vista com alguma preocupação. “Os indicadores de variação homóloga de 2008, 2009 e 2010 podem apresentar oscilações, mas elas mantêm-se insistentemente na mesma média, o que nos coloca em alerta continua neste desafio de redução da inflação”, afirma.

Quadro

Variação do IPC por produtos nacionais

Carapau fresco…………0,92%

Pão cassete……………..0,97%

Fuba de bombo………..1,18%

Tomate…………………1,92%

Carapau seco………….1,58%

Funge com peixe……...2,40%

Funge com carne………3,09%

Cachucho fresco………1,76%

Sardinha fresco………..4,11%

Propinas em Colégios…3,37%

Fonte: INE

INE inicia publicação periódica do Índice de Preços Grossista (IPG)

No âmbito do programa de produção e difusão da Informação Estatística Oficial de Angola, O Instituto Nacional de Estatística (INE) põe a publicação da Folha de Informação Rápida sobre o Índice de Preços Grossista (IPG). De acordo uma nota do INE, este índice, conjuntamente com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) vai permitir aos usuários ter uma visão mais ampla do processo inflacionário em Angola.

No seu primeiro boletim deste ano, de periodicidade mensal, com referência directa ao mês de Janeiro, o Índice de Preços Grossista (IPG) registou variações mensais de 1,86% e 0,80% respectivamente, de Dezembro de 2009 com relação a Novembro de 2009 e Janeiro de 2010 com relação a Dezembro de 2009, acumulando um total de 0,80%, isto é, de Dezembro de 2009 a Janeiro de 2010. A variação homóloga do mês de Janeiro de 2010 em relação a Janeiro de 2009 foi de 11,62%.

O documento do INE faz ainda referência um aumento de 2,38% em Dezembro de 2009 e de 0,70% em Janeiro de 2010 nos produtos de origem nacional, enquanto que os importados registaram apenas uma variação de 1,72% em Dezembro de 2009 e 0,82% em Janeiro de 2010, em relação aos meses de Novembro e Dezembro de 2009.

O sector das pescas lidera a lista de classes de produtos de origem nacional que mais pressionam a subida dos preços, acumulando neste período 4,64%.

Estes indicadores permitiram o registo de uma variação acumulada nos meses de Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009 de 13,21%. A taxa homóloga do período de Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010 foi de 0,70%.

Outras classes de produtos que também registaram variações foram as da agricultura, produção animal, caça e silvicultura com 2,63%. A cebola com 5,47%, alho com 5,25%, feijão castanho com 4,49%, repolho com 3,85%, milho em grão com 3,14%, maçã com 2,57, limão com 2,37%, laranja com 2,15 e a batata rena com 1,69 destacam-se entre os produtos que mais contribuíram para a variação acumulada do IPG.

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