A partir do dia 21 de Julho, o Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, na província de Malanje, colocará electricidade na rede pública, depois de ter iniciado os testes na primeira turbina.
O Ministério da Energia e Águas alertado que os constrangimentos de electricidade a Luanda deverão prolongar-se por 11 dias, nomeadamente com perturbações no fornecimento e oscilações de tensão, devido à entrada em carga do primeiro grupo gerador, para testes.
O primeiro grupo gerador da maior barragem do país começou a testar no dia 9, cuja previsão de produzir 334 Megawatts (MW) de electricidade a partir de 21 de Julho.
Para o projecto, o Executivo investiu 4,3 mil milhões de dólares norte-americanos, envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil, movimentando cerca de nove mil trabalhadores.
Desde 11 de Março que o enchimento em Laúca está a condicionar a operação nas restantes barragens já instaladas no Rio Kwanza, devido ao reduzido caudal, limitando o fornecimento de electricidade da rede pública a Luanda, por norma, a poucas horas por dia.
Em quatro meses está previsto que a barragem de Laúca atinja a quota 830, equivalente a uma albufeira com um volume de água de mais de 2.500 milhões de metros cúbicos, sendo por isso a maior em Angola.
O enchimento de Laúca só terminará em 2018, com a elevação até à quota 850, completando o reservatório na sua totalidade e permitindo a entrada em funcionamento das seis turbinas que estão instaladas e uma produção de cerca de 2.070 mw de electricidade, mais do dobro da capacidade das barragens de Cambambe (960 mw) e Capanda (520 mw), já em funcionamento no Rio Kwanza.

Caculo Cabaça em análise
A construção da barragem hidroeléctrica de Caculo Cabaça, na bacia do Médio Kwanza, foi abordada no encontro entre o Presidente chinês, Xi Jinping e a Chanceler alemã, Angela Merkel, à margem da cúpula do G20, realizado, recentemente, em Hamburgo, na Alemanha.
Segundo noticia a Angop, ao falar sobre a reunião, ocorrida dois dias antes da Cimeira do G20, durante uma conferência de imprensa conjunta, Angela Merkel disse terem analisado, além dos planos para a assinatura de um acordo de livre comércio, a cooperação dos dois países no continente africano, tendo sido destacada a construção da barragem em Angola.
Sob os acordos aprovados pelos dois líderes, Alemanha e China irão cooperar na construção da usina hidroeléctrica em Angola e o grupo alemão Siemens deverá apoiar os seus consórcios chineses na área da digitalização.
A construção da referida barragem, que deverá permitir a exportação de electricidade produzida no rio Kwanza para a Namíbia ou África do Sul, resulta de um acordo entre a República de Angola e a China, rubricado em Novembro de 2016.
Segundo uma fonte do Ministério da Energia e Águas, o projecto hidroeléctrico está programado para produzir 2.100 Megawatts.