Na perspectiva de garantir condições de trabalho, a Fundação Sagrada está a comercializar escritórios, localizados na Avenida 4 de Fevereiro,na baixa de Luanda.
O projecto imobiliário denominado “Kilamba”, iniciado em 2010 e financiado pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), num valor de aproximadamente 70 milhões de dólares, foi concebido sob o conceito
de espaços abertos.
A arquitecta Inglês Pinto, disse ao JE que a infra-estrutura moderna possui diversas áreas de apoio, como uma biblioteca, anfiteatro e outros espaços destinados para a escritórios.
O edifício, erguido na Marginal de Luanda, comporta 31 pisos e abarca caves com espaços para estacionamento para 150 viaturas, uma sala de conferências, restaurante, dois andares para equipamento técnicos, um andar para ginásio e 25 andares para escritórios, dos quais três são destinados ao funcionamento da Fundação Sagrada Esperança.
Face a baixa procura , a área comercial da Fundação está a comercializar um metro quadrado no valor de 80 dólares.

Análise do mercado

Uma análise feita recentemente, no mercado imobiliário angolano de 2016, produzida pela consultora Proprime, indica que a oferta de escritórios e de habitação em Luanda tem vindo a adaptar-se à nova realidade do mercado.
Refere que a conjuntura económica adversa atingiu fortemente o mercado imobiliário que, em 2016, assistiu de forma mais evidente a uma redução da actividade.
A procura de imóveis voltou a decrescer, afectada em particular pela menor actividade de empresas multinacionais no país, e as novas quedas sentidas quer no volume de transacções quer nos preços e rendas.
Face a este novo ritmo e a um novo paradigma em que a procura doméstica ganha força, a oferta de escritórios e habitação em Luanda tem procurado mecanismos que permitam “escoar”, quer os produtos já existentes quer os
que estão em construção.
No caso dos escritórios, diz o estudo, uma das tendências que reflecte este ajuste é o facto de os espaços novos já não serem entregues em bruto e incluírem agora níveis de acabamentos como o piso técnico.
No segmento habitacional os novos empreendimentos estão já a apostar na oferta de apartamentos com tipologias maiores e áreas mais generosas, tendo em conta a maior apetência do público nacional por este tipo de produto.
A Proprime aponta que numa altura em que muitas empresas multinacionais reviram os seus planos de investimento e operação em Angola, o mercado doméstico tem estado a ganhar relevância na absorção dos produtos imobiliários.

Absorção lenta

Por outro lado, o “Flash – Mercado Imobiliário Angola 2016” revela que a absorção de escritórios em Luanda é cada vez mais lenta, face ao abrandamento nos planos de investimento das empresas estrangeiras.
Do lado da oferta, embora não sejam lançados novos projectos, os que se encontravam em construção mantiveram o seu plano de desenvolvimento, o que fez com que as rendas médias na cidade baixa de Luanda descessem cerca de 20 por cento em 2016, para os 80 dólares/metros quadrados (m2) .
Os preços médios de venda dos escritórios caíram, recuando 10 por cento, para os 6.400 dólares/m2, entre 2015 e 2016.
No actual o quadro de procura residencial, os nacionais ganham expressão e as tipologias maiores são as preferidas.
Os preços médios de venda dos apartamentos na região das Ingombota (Luanda) desceram 10 por cento em 2016 para os 5.670 dólares/m2 e também as moradias em Talatona têm vindo a baixa, com uma descida de 9,5
nos preços para os 4.093/m2.