A Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL-EP) está a produzir a nível de todo o território nacional cerca de 3.700 Megawatts de energia eléctrica, segundo fez saber recentemente, à RNA, em Benguela, o presidente do Conselho de Administração, José António Neto .

O gestor garantiu que o nível de produção supera o de consumo actualmente, tendo explicado que do ponto de vista da produção de energia registou-se um nível superável com a conclusão dos projectos estruturantes e a nível das regiões principais há uma capacidade
de atendimento satisfatória.
Luanda continua a ser a província que mais recebe o potencial energético da capacidade que está a ser produzida.
Ainda a nível de Luanda, um total de 106 Postos de Transformação estão a ser instalados a nível do município de Belas, pela Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE-EP), para colmatar o ainda défice no fornecimento de energia.
O projecto que está enquadrado na linha de crédito da República Popular da China, numa iniciativa do Ministério da Energia e Águas, prevê a instalação de 1.000 a nível da província de Luanda.

Rede interligada
Por seu turno o presidente do Conselho de Administração da Rede Nacional de Transporte de Energia (RNT), Rui Jorge Gourgel, garantiu que o país contará com uma rede interligada de energia entre norte, centro e Sul, que vai trazer muitos benefícios para as referidas regiões.
O responsável disse que o processo de interligação está a decorrer em todo país com a construção da segunda central em Cambambe e a central de Laúca, onde as linhas estão a sair para as diferentes regiões do país.
“Nesta fase está a interligação entre o norte,o centro e sul, que dentro em breve vão assistir à melhoria também na região sul. A interligação com a região sul será feita no Lubango e a partir daí vamos derivar para o Namibe e Cunene que são as áreas que constituem a região sul e no centro vamos assistir aos benefícios em Benguela, Huambo
e Bié”, disse o responsável.

Projectos estruturantes
O Ministério da Energia e Águas prevê, no período 2017/2022, universalizar o contador pré-pago, o que poderá garantir que a cada cliente corresponda um contador com pagamento e carregamento facilitado.
Prevê-se ainda o lançamento de um programa de combate às perdas de energia, para melhorar a eficácia comercial do sector, além também do lançamento do programa de promoção da participação privada no sector da energia, procurando diversificar as fontes de financiamento do sector eléctrico, quer a nível de geração, quer da distribuição.
Está também em forja, segundo um documento, a implementação de um novo corredor de Muito Alta Tensão do Queve, na direcção Sul, para Namíbia, passando por Benguela e Lubango (Huíla), contemplando uma “espinha dorsal” Norte-Sul a 400 Kv.
Este corredor aproximar-se-á do litoral criando flexibilidade para no futuro escoar energia, ligada a um eventual novo local de abastecimento de gás.
Pretende-se passar de uma taxa actual de electrificação do país de 35 por cento para 50.
O ambicioso programa do Governo prevê ainda ligar mais de um milhão de novos clientes (200 mil por ano), ao longo de todo o país, com ênfase nas sedes de província.