O ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, apelou na passada terça-feira (21), em Luanda, aos empresários do ramo em criar parceria com os seus homólogos italianos no sentido de aumentar a produtividade e adquirir novas tecnologias.

O responsável que falava durante a realização do fórum Angola/Itália, inserido na realização da Filda, disse que se haver aproveitamento por parte dos angolanos pode resultar a curto prazo na auto-suficiência alimentar, melhoria do produto final e a longo prazo ter excedente para exportar.

Segundo disse, o Executivo angolano aprovou nos últimos meses, vários programas de apoio ao sector, com investimentos que, num futuro garantam a estabilidade agro- -pecuária em todo o país.

Mais-valia
O ministro solicitou ao empresariado italiano a transmitir as novas tecnologias, assim como incentivar a investigação científica, a superação frequente aos produtores angolanos.

Alertou na oportunidade, que a política fundiária angolana dá uma mais-valia ao investidor de qualquer ponto do planeta, e apelou para que os empresários aproveitem este factor para criar parceria.

Segundo a fonte, a experiência e o conhecimento italiano e prática adquirida ao longo de muitos anos pelos empresários italianos, pode também relançar a indústria alimentar, face ao programa do Executivo angolano virado a diversificação da economia.

Para esta cooperação já existe entre os dois Governos um memorando de entendimento, assim como a assinatura de documentos pelos titulares da agricultura dos dois países, e marcar passos para que Angola deixe de depender apenas das receitas petrolíferas.

Parcerias
Por outro lado, o ministro da Agricultura, Pescas, Alimentação e Floresta da Itália, Maurizio Martina, acompanhado por uma comitiva de cerca de vinte empresários do ramo, disse que os investidores do seu país querem tirar maior proveito desta visita.

O italiano recordou que os Governos de Angola e da Itália assinaram no início deste mês, em Roma, três instrumentos de cooperação bilateral, onde se destaca o desenvolvimento da agricultura, durante a visita oficial do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, àquele país.

Assinalou que, a Itália tem uma vasta experiência na aplicação da agricultura familiar bastante avantajada para o auto-sustento, o desenvolvimento e enriquecimento das comunidades.

Segundo o ministro, a Itália na União Europa (UE) contribui com horto-fruticultura com cerca de 42 por cento, tendo como concorrente principal a Holanda. Assim como a vitinicultura a Itália dentro da UE participa com cerca de 41, assim como a olivicultura com 38, respectivamente.

Produção
O director do Planeamento do Minagri, Joaquim Duarte, traçou três cenários, para que os italianos possam contribuir para avantajar, agricultura que é ainda incipiente contribuindo com apenas 12 por cento no produto interno bruto (PIB) onde a segurança alimentar ainda não foi alcançada.

Segundo o responsável, a produção de milho está cotada actualmente em 1,6 milhões de toneladas por ano, arroz 42 mil toneladas, avicultura 32 mil, ovos 280 milhões carne bovina 27 mil toneladas ano.

Quantidades insuficientes para abastecer o mercado nacional, áreas que os italianos em parceria com os angolanos deviam desenvolver além de existir 30 milhões de terras aráveis.

Há ainda oportunidades de investimento na área da fruticultura, hortícolas, sementes diversas, fertilizantes e outros produtos químicos que concorram para o desenvolvimento da agricultura em Angola.