Angola continuará a executar o programa de produção alimentar, diversificação da economia e garantia da segurança alimentar, declarou o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga.Segundo o governante, estão a ser criadas condições para que os produtores possam explorar as potencialidades do país no domínio agrícola. 

Pedro Canga considerou oportuna a iniciativa, uma vez que em África muitas pessoas ainda padecem de fome, bem como a necessidade de unir sinergia para acabar com a fome no continente.

“Angola está num bom caminho na medida em que no ano passado foi um dos países que reduziu o número de pessoas afectadas pela fome, tendo inclusive sido premiada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) por este feito”, frisou, depois de garantir:  “vamos continuar o trabalho com mais determinação até, naturalmente, acabar com a fome”.

Pedro Canga salienta que o facto de a União Africana consagrar “2014 ano africano da agricultura e segurança alimentar”, é reconhecimento de que é necessário investir na agricultura para combater a fome e a pobreza e diversificar a
economia africana.

Impacto da seca
Por outro lado, o ministro da Agricultura declarou que o Executivo angolano vai prosseguir com as medidas para aliviar os efeitos da seca na região Sul do país, criando infra-estruturas de captação e distribuição de água às populações, bem como para o gado.

“Por ser fundamental a água para a agricultura, vamos aumentar o número de furos, criar infra-estruturas para dar de beber e para a vacinação do gado e tanques-banheiros para   estes animais”, salientou, recentemente no Namibe, o ministro
Pedro Canga.

Na ocasião, o governante disse estar igualmente previsto o aumento da capacidade de distribuição de água para a agricultura, para aproveitar o potencial agrícola da província, que por si só demonstrou que é possível aumentar a produção. Apontou como exemplo a construção de uma fábrica de tomate, na medida em que a província é um grande produtor e tem excedentes.
 
Informou igualmente que o Executivo vai continuar a atender as populações afectadas pela seca nas províncias do Namibe, Cunene, Huíla e Kuando-Kubango, programa que considera estar a ser implementado com êxito.

O ministro disse que a situação da seca está controlada. As populações estão a receber assistência alimentar e não-alimentar adequada. Pedro Canga salientou que as infra-estruturas para o provimento de água estão a ser construídas e prosseguirão os esforços para, nos próximos anos, controlar a situação.  

Projecto “Alto Tombe”
O projecto “Alto Tombe”, destinado à cultura de hortícolas e leguminosas no município do Cuvango, na província da Huíla, prevê a plantação de girassol a partir do mês de Maio, para impulsionar a produção de óleo vegetal, informou, na localidade, o director provincial da Agricultura, Martinho Gregório.

O responsável revelou que, na segunda etapa da sua implementação, se prevê alargar o leque de produtos hortícolas no perímetro irrigado de três quilómetros, bem como estender o número de hectares cultivados para pelo menos 100 dos 102 previstos.

Martinho Gregório disse estar-se a trabalhar actualmente com sementes de feijão (duas toneladas), batata rena (seis toneladas para três meses), batata-doce (300 estacas), 300 quilogramas de amendoim, gengibre, pimento, pepino, espinafre, beringela, quiabo, abóbora, gergelim, melancia, couves e repolho.

De acordo com a fonte, as 62 famílias em actividade têm a responsabilidade de reportar as quantidades colhidas para se controlar o índice de colheitas dos vários produtos hortícolas cultivados, no sentido de saber-se quais as capacidades de produção por família e a quantidade de sementes lançadas à terra.

O projecto “Alto Tombe” pretende também aumentar o número de famílias envolvidas no cultivo de hortícolas para diversificação das culturas.