O sector agro-pecuário está aos poucos, a se tornar num dos mecanismos de atracção de investimento, dada a elevada procura de produtos.
Actualmente, segundo dados do Ministério da Agricultura, o país gasta avultadas somas em dinheiro com a importação de carne para atender o mercado, dai o Executivo angolano ter adoptado estratégias para que os investidores apostem cada vez mais neste importante segmento, que tem retorno garantido.
É neste contexto que a Mamil Lda, empresa ligada ao sector agro-pecuário há mais de uma década (2006) tem estado a investir para dar resposta às necessidades do mercado nacional, principalmente na vertente de criação e abate de animais, com realce para o gado bovino.
A empresa conta com três fanzendas agro-pecuárias, localizadas uma em Mazozo, na província do Bengo, outra em Samba Cajú (Cuanza Norte) e a última na Chibia (Huíla), onde dispõe de um total de 700 cabeças de gado bovino, para a criação.
No panguila (estrada da Burgaria), a empresa tem montado um matadouro e talho, com capacidade para o abate de 50 animais (vacas) por dia.
Os principais clientes (pessoas singulares e empresas) são provenientes de Luanda e Bengo, os quais quase todos os dias acorrem ao local para a compra de carne de qualidade e a bom preço.
Segundo o administrador comercial e financeiro da Mamil, Delórios de Freitas, a empresa tem estado a apostar neste segmento para contribuir nas políticas do Governo , que visam a redução dos níveis de importação, numa altura em que, o mercado já dispõe de animais com qualidade para a produção de carne e leite.
“O nosso foco é investir neste mercado, porque achamos que existe ainda muito por explorar. o mercado é vasto, e precisa de talhos e matadouros para a venda de carne”, disse.

Expansão dos serviços

Para ele, um dos principais desafios da empresa é o de contribuir para o processo de diversificação da economia nacional, sendo que para isso, nos próximo meses, a empresa prevê expandir os seus serviços para vários pontos da província de Luanda, com a instalação de telhos para a venda de carne “abatida na hora”.
“Pretendemos contribuir com o nosso projecto para redução da venda de carne no mercado informal, redução das doenças, e consequentemente para a oferta de carne de vaca com qualidade exigida internacionalmente”, precisou.
O gestor entende que a aposta na província de Luanda, nesta primeira fase, prende-se com o facto da região ser a que regista maior procura, sendo o principal mercado de consumo a nível nacional.
“Não discoramos em levar o projecto para outras regiões, mas, nesta fase o foco será para Luanda, por ser um mercado bastante atractivo”, informou.
Para responder a procura, a empresa pretende também investir na aquisição de veículos para o transporte do gado bem como de carne, no quadro do processo de expansão dos seus serviços para outras regiões, além de equipamentos para a produção de leite.