Produção de carne deve atingir 302.320 toneladas este anoO programa de fomento da produção pecuária, que está a ser desenvolvido pela Direcção Nacional de Pecuária, órgão afecto ao Ministério da Agricultura e Florestas, prevê  que, em 2018, a produção de carne atinja 302.320 toneladas, cerca de 767 milhões de unidades de ovos e 5,2 milhões de litros de leite.
Um documento do sector informa que a estratégia está alinhada com o projecto de fomento e diversificação da produção nacional, enquadrado no Plano de Desenvolvimento de Médio Prazo do Sector Agrário (PDMPSA) 2018-2022, no  Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição da Importações (PRODESI) e no Plano Nacional de Investimentos Agrícolas, Segurança Alimentar e Nutricional (PNIASAN).
A fonte revela que a pecuária é um subsector-chave para a subsistência, segurança alimentar e nutricional da população rural e estrategicamente importante para a economia, perfazendo entre 30 a 50 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) agrícola.
Com esse propósito, o desenvolvimento da pecuária angolana terá um impacto positivo no crescimento das indústrias locais, na criação de oportunidades de emprego para os jovens, que dominam a população do país, no aumento do rendimento dos produtores de gado e de outros actores do sector produtivo e ao longo da cadeia de valor. Consequentemente, no aumento de receitas, impostos e rendimentos decorrentes das actividades deste subsector.
Projectos
Com a iniciativa, prevê-se garantir o crescimento sustentável da produção pecuária e o consequente aumento da produção de carne, ovos e leite, com qualidade e salubridade, dentro dos parâmetros internacionais, procurando satisfazer as necessidades internas e gerar excedentes para a exportação, bem como a prevenção, controlo e erradicação das doenças dos animais e das zoonoses.
O plano contempla o desenvolvimento de infra-estruturas de apoio à actividade pecuária, além de acções de investigação no domínio do melhoramento genético, da alimentação e nutrição, sanidade animal e saúde pública veterinária  e a introdução de melhores práticas de criação animal e a transferência de tecnologia.
Com os projectos, pretende-se o aumento da produção pecuária para satisfação das necessidades alimentares do país em produtos de origem animal, sendo que, até 2022, a produção de carne aumente 53 por cento em relação a 2017, que se situou nas 287.976 toneladas. Prevê-se que, até 2022, a produção de ovos aumente 164 por cento em relação a 2017 (563.773.350 unidades) e, até 2022, a produção de leite cresça 201 por cento em relação a 2017 (3.872.000 litros).
Também, pretende-se a criação de dois centros de confinamento, com capacidade de 20 mil rezes (animais para o abate) e a manutenção e reabilitação de mangas de vacinação e tanques banheiros.
O projecto prevê a aquisição de 200 mil aves rústicas pre-criadas e a aquisição de incubadoras e eclosoras com capacidade de incubação de 500 ovos semanalmente, além do estudo para identificação e instalação de vinte centros de reprodução e incubação de pintos, para fomento avícola. Em perspectiva está ainda  a construção de 10 matadouros para abate de aves.

Metas
Na iniciativa da Direcção Nacional de Pecuária conta a diminuição da prevalência das principais doenças animais, de 15 por cento em 2017 para 5,00 por cento em 2022, bem como da mortalidade animal ,de 12 por cento em 2017 para 2,00 por cento em 2022.

Estratégia
assegura economia
O programa de fomento da produção pecuária terá como acções primárias a formulação da política nacional pecuária, a identificação e mapeamento das unidades de produção, a realização de investigação para melhorar a genética das espécies e o fomento da melhoria alimentar e nutricional dos animais.
A iniciativa procura reforçar a assistência técnica veterinária e zootécnica aos produtores, assim como a vacinação animal, assegurando a vigilância epidemiológica e o controlo da população de cães errantes. Igualmente, prevê-se a criação de compartimentos e zonas livres animais transfronteiriças, para facilitar a sua exportação, a médio e longo prazos.
Do mesmo modo, espera-se a promoção do acesso ao crédito e ao seguro pecuário junto das instituições de crédito e das seguradoras. Está ainda contemplada a implementação de um subsídio aos combustíveis agrícolas, a promoção da comercialização da produção pecuária, através do apoio à criação de infra-estruturas próprias e capacitação dos produtores, a intervenção nas vias secundárias e terciárias, para maior acessibilidade e escoamento,  e a formação e capacitação de técnicos especializados.
Entre as acções prioritárias estão aos de informação, educação e comunicação (IEC) dos agentes do sector, de reestruturação do Sistema Nacional Integrado de Estatística Pecuária, que cria condições para a melhoria da gestão fundiária das terras para produção pecuária, do Sistema Nacional Integrado de Estatística Pecuária, que cria condições para a melhoria da gestão das terras para produção pecuária e de aquisição de reprodutores bovino, para fomento no meio rural. Consta das prioridades o controlo de qualidade de alimentos de origem animal, com a construção de laboratórios nas províncias de Benguela, Huambo, Cuanza-Sul (Cela) e Luanda.
O projecto terá como fontes de financiamento o Orçamento Geral do Estado (OGE), a banca comercial, e financiamento externo.