Cerca de 293 toneladas de carne de diferentes espécies foram produzidas em 2018, em vários matadouros e locais de abate na província do Cunene, menos 40 toneladas em relação a 2017, afirmou, recentemente, na cidade de Ondjiva, o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pedro Tibério.
Em declarações à Angop, o responsável referiu que a produção desta quantidade de carne resultou do abate de 1.226 cabeças de gado bovino, 1.833 suínos e 2.021 caprinos, totalizando 5.080 cabeças de gado.
Na sua óptica, a baixa na produção de carne deveu-se a escassez de gado no mercado local, que é adquirido nos criadores localizados nos municípios do Cuanhama, Ombadja e Cahama.
Disse que a carne foi comercializada a nível dos referidos mercados municipais em preço variável de mil a 1.500 kwanzas por quilo.
Na província está em funcionamento um matadouro, 15 locais de abate e 16 talhos.

Potencialidades
Cunene é a segunda maior província detentora de efectivo de bovino do país, depois da Huíla, com cerca de um milhão e 100 mil cabeças de gado bovino.
A pecuária constitui uma das principais actividades económicas da província do Cunene, já que tradicionalmente o povo do sul de Angola é pastor.
Dados indicam que cerca de 79,1 por cento da população do Cunene, pratica a pecuária, os maiores detentores são os criadores tradicionais, com maior destaque para o gado bovino, mais também pode-se encontrar criação de grandes manadas de caprinos, ovinos, suínos e equinos.
A província compreende os municípios de Cahama, Cuanhama, Curoca, Cuvelai, Namacunde e Ombadja. É nesta província que o rio Cunene ganha o seu nome.
Cunene é uma província no sul de Angola, com uma área de 78.342 quilómetros quadrados e com uma população estimada de 965.288 habitantes (conforme dados do censo de 2014).
A sua capital é Ondjiva (antiga Vila Pereira de Sá), dista a 1.424 km de Luanda e a 415 km do Lubango, capital da Huíla.
Na sua grande maioria, a população do Cunene é constituída por agro-pastores, que vivem essencialmente do gado bovino, mas complementarmente por uma (limitada) agricultura de subsistência. Em virtude da escassez do pasto, as manadas são criadas e mantidas num regime de transumância que implica migrações regulares.