Até ao mês de Novembro, o país produziu mais de 94,1 mil toneladas de sal, dos quais 90,8 mil iodizado, numa altura em que as necessidades de consumo nacional rondam às 250 mil toneladas por ano. De acordo com um documento do Ministério das Pescas e do Mar a que o JE teve acesso, para compensar o consumo interno, o país importou no mesmo período mais de 21,4 mil toneladas de sal, a partir dos operadores licenciados para o efeito. O documento mostra igualmente que foram emitidas 484 licenças, das quais 465 para produção de sal alimentar e 19 destinadas à produção do sal industrial. Durante o ano que caminha para o fim, o relatório mostra que foram aprovados cinco projectos e a província de Benguela continua a liderar os indicadores na produção que ronda os 70 por cento do valor total, seguida do Namibe, Bengo, Cuanza Sul, Zaire e Luanda.

Programas
O Executivo iniciou em 2011, um programa de investimento no sector salineiro, que se traduz na reabilitação e ampliação das salinas, com introdução de tecnologias modernas. Com base neste programa, 200 hectares foram preparados, o que permitiu transformar salinas artesanais em industriais. O Ministério das Pescas e do Mar pretende que o país deixe de importar sal, já que existem terras e mercados disponíveis, daí o Executivo estar a incentivar o aumento da produção de sal e reduzir gradualmente as importações. A nível nacional, o Ministério das Pescas e do Mar controla 21 salinas, tendo as províncias de Benguela e Namibe, como as principais produtoras.

Investimentos
Em Julho foi assinado um acordo entre o Governo angolano e o Banco de Exportação e Importação da Coreia do Sul (Exim Bank), avaliado em 57 milhões de dólares, para a reabilitação e construção de novas infra-estruturas de processamento e distribuição de pescado, da Empresa Distribuidora dos Produtos da Pesca (EDIPESCA). A empresa vai aumentar as capacidades instaladas de 1.800 para cinco mil toneladas, a partir do próximo ano, com a conclusão das obras de reabilitação e ampliação que arrancam ainda este ano. Em Julho, a ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto convidou, na cerimónia de abertura do primeiro Conselho Consultivo do Ministério das Pescas e do Mar, realizado no município do Soyo, província do Zaire, os empresários nacionais e estrangeiros a investirem na aquicultura continental e mariscultura, por constituírem também fontes de geração de emprego e rendimento.