O Executivo angolano está apostado no aumento da produção do sal, numa altura em que os níveis actuais situam-se nas 40 mil toneladas por ano, contra 120.000 toneladas de sal importado. A quantidade do sal importado representa 70 por cento do consumo nacional e 30 é a produção nacional, insuficiente para cobrir o mercado.

A informação consta de uma apresentação feita durante a realização do Iº Fórum sobre de Sal em Angola realizado nos dias 17 e 18 do corrente em Benguela, sob o lema “aumentar a produção de sal para diminuir as importações” .

O documento salienta que Angola assumiu, em Genebra, em 1990, eliminar as doenças por deficiência de iodo nomeadamente o bócio, abortos espontâneos, o cretinismo, atraso mental nas crianças e impotência sexual, através do consumo de sal iodizado pela população.

Iodização
Estas doenças são registadas com frequência nas províncias do Huambo, Lunda-Sul e Norte, Moxico, Bié e Kuando-Kubango consideradas zonas endémicas no país. Para minimizar esta situação é necessário aumentar a produção do sal e a sua qualidade para ser iodizado.

Por isso, o Ministério das Pescas realizou o fórum com o objectivo de analisar a situação do sector salineiro, assim como as acções programadas que visam sobretudo o aumento da produção de sal de forma a atingir as metas estabelecidas no plano nacional de desenvolvimento para o próximo quinquénio. Atingir a auto-suficiência para posterior exportação constitui a meta do Ministério das Pescas em parceria com a participação privada.

O Executivo está a apoiar para que os empresários possam melhorar as suas condições técnicas de trabalho, como o financiamento no âmbito do programa Investe, a cobertura de despesas relacionadas com a expansão de algumas salinas nomedamente da Chamume, Macaca, Calombolo, Sosal, Angosal e a realização de estudos de diagnósticos para conhecimentos específicos de cada salina realizada por peritos espanhóis, inclusive o apoio que o Ministério das Pescas presta há anos aos salineiros.

A qualificação da mão-de-obra para posteriormente substituir a produção artesanal nas salinas onde houver condições em termos de espaços e nas pequenas; melhorar as condições de produção. Os participantes no fórum que foi presidido pela secretária de Estado das Pescas, Maria Antónia Nelumba, concluíram que as zonas menos favoráveis na produção do sal são Cabinda e Zaire e as mais favoráveis são o Namibe e Benguela.