O programa de desenvolvimento económico para a província de Cabinda, aprovado recentemente pelo Executivo visa impulsionar os sectores de energia, água, agricultura, turismo, comércio, construção de infra-estruturas. Segundo a governadora da província, Aldina Matilde Barros da Lomba, que falava na I Feira Internacional de Cabinda, que decorreu de 25 a 27 do corrente, o projecto visa relançar a economia da região.

De acordo com a governadora, a “Expo-Cabinda” serviu para catalisar e promover parcerias de negócio entre os empresários locais e estrangeiros, o que vai contribuir para a efectivação harmoniosa do programa de desenvolvimento económico para a província.


“Estamos confiantes que os contactos de parcerias mantidos entre os expositores durante a “Expo-Cabinda” vai gerar negócios, o que irão beneficiar as populações e a economia nacional”, referiu. Acrescentou que a “Expo-Cabinda” vai permitir criar um agente económico mais dinâmico e facilitar os empresários locais nas acções que visam desenvolver o mercado doméstico com os produtos de qualidade e seguros.

Segundo Matilde Barros da Lomba, a província de Cabinda possui vários recursos de potencialidades capazes de promover o crescimento económico sustentável, em que o seu solo e subsolo têm riquezas favoráveis para o desenvolvimento económico.

A governante acredita que com o relançamento das actividades relacionadas com a agricultura, pesca, floresta, minas, indústria, comércio, turismo, construção civil, transportes, telecomunicações, ambiente e com o funcionamento em pleno dos sectores de energia, aproveitamento do gás natural, água, melhoramento das redes viárias, aeroportuárias e marítimas, sistema de telecomunicações, o funcionamento futuro do pólo industrial do Fútila, bem como da construção a meio prazo do porto de águas profundas, a economia de Cabinda estará em alta para o
bem-estar social das populações.

Intercâmbio
Por sua vez, a presidente da Associação das Mulheres Empresárias de Cabinda, Fátima Barata, disse que a feira de Cabinda trouxe vários benefícios para as mulheres empresárias da região.

“Estamos satisfeitos com a realização do evento na região,  o que vai permitir maior intercâmbio entre as empresas de outras províncias participantes e as empresas dos dois Congos”, disse.
O empresário Luís Amorim, representante da firma Abílio de Amorim, ligada ao ramo da exploração de madeira, sublinhou que durante a feira foram realizados vários contactos com agentes ecónomicos dos países vizinhos e também de outros continentes.

Já a a directora de relações públicas da fábrica Água Chiowa, Conceição Oliveira, destacou que o objectivo da feira foi o de dar a conhecer os produtos da empresa.

Para o empresário Manuel Espanhol, da rent-a-car, a feira serviu de trampolim para as empresas nacionais e das Repúblicas do Congo Brazzaville e do Congo Democrático.

Para o empresário Winduca Paulo, ligado ao ramo de panificação e pastelaria, a feira de Cabinda serviu de intercâmbio e de troca de impressões e criação de novas parcerias de negócio. Para ele, as empresas angolanas têm potencial para competir com as suas congéneres
internacionais.“A feira vai relançar o desenvolvimento económico de Cabinda e dar valor ao que é nacional”, frisou.