Cerca de 44.724 casas foram erguidas nas novas centralidades do Kilamba, Cacuaco, Zango, Km 4, Capari/Sequele, Dundo e Cabinda, no quadro do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, informou na passada sexta-feira, (12), o secretário de Estado da Habitação, Joaquim Silvestre.
 
O governante fez este pronunciamento quando procedia a apresentação do tema: “Programa Nacional de Urbanismo e Habitação – Estado de implementação, constrangimentos e perspectivas”, inserido no I Conselho Consultivo do Ministério do Urbanismo e Habitação, realizado recentemente na cidade do Waku-Kungo, município da Cela, província do Kwanza-Sul, sob o lema: “Urbanizar para melhor habitar”.
 
De acordo com à Angop, o programa prevê a construção de 120 mil residências, das quais 80 mil, sob a responsabilidade da Sonip e 40 mil da Kora Angola.
 
De acordo com o secretário de Estado, em Luanda, nas centralidades do Kilamba foram edificadas 20.002 residências, 10.002 na de Cacuaco, 2.464 na do Zango, 2.248 no Km 44, enquanto no Capari/Sequele (Bengo) estão quatro mil e duas moradias.
 
Em Cabinda estão prontas mil e duas residências, enquanto outras cinco mil e quatro estão concluídas na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte.
 
Fase de construção
Segundo o responsável, encontram-se em fase de construção, a cargo da Sonip, 77.000 habitações no país: Luanda (18.000), Cabinda (4.000), Lunda Norte (1.000), Benguela (10.000), Huíla (11.000), Namibe (4.000), Bengo (2.000), Malanje (6.000), Zaire (7.000), Kuando Kubango (4.000), Lunda Sul (2.000), Kwanza-Norte (4.000) e Cunene (4.000).
 
Por outro lado, acrescentou, estão a ser edificadas em Luanda, quatro mil imóveis, 12 mil no Huambo, sete mil no Bié, cinco mil no Kwanza-Sul, três mil no Moxico e sete mil no Uíje, a cargo da empreiteira Kora Angola.  
 
Auto-construção dirigida
No quadro do sub-programa de auto-construção dirigida foram distribuídos cerca de 34.175 lotes de terreno em 15 das 18 províncias, exceptuando-se Kuando-Kubango, Luanda e Zaire.
 
De acordo com Joaquim Silvestre, esta medida visa evitar as ocupações anárquicas de terrenos por parte da população e contribuir para diminuição de zonas desordenadas do ponto de vista urbanístico, colocando à disposição dos cidadãos a infra-estruturação dos espaços.
 
No quadro do subprograma dos aldeamentos rurais auto-sustentáveis nas províncias de Cabinda e Uíje, os projectos estão concluídos, mas continuam a registar um impasse na disponibilização de verbas para o pagamento das empresas de consultoria e projectos, bem como para a sua implementação.
 
Como acções subsequentes referiu que serão dada continuidade às visitas de acompanhamento e controlo às províncias e municípios para constatar a execução física e financeira do subprograma das 200 casas por município, assim como a verificação da necessidade de acréscimo financeiro solicitado pelas províncias.