A multinacional brasileira Odebrecht vai iniciar este ano, a reabilitação da via rodoviária da Marginal Sudoeste, com oito quilómetros de extensão, para permitir maior fluidez no trânsito. O projecto contempla a drenagem das águas, sinalização e asfaltamento bem como a recuperação das infra-estruturas viárias e redesenho de paisagem urbana dos principais corredores viários. A iniciativa inclui a implantação de redes de drenagem, redes técnicas, pavimentação, calçadas, áreas verdes e iluminação pública.

O programa sobre a égide do Governo Provincial de Luanda abrange a revitalização e ampliação contínua das avenidas, ruas e áreas funcionais, para dar uma qualidade de vida eficaz aos moradores da capital.

Projecto
O sistema viário em execução, iniciado em 2002, permitiu nos últimos 11 anos, a conclusão de 50 quilómetros na cidade de Luanda, que têm servido como vias alternativas para desafogar o engarrafamento na cidade capital.

Na zona Sul de Luanda, a construtora, nas suas sucessivas etapas já implantou 64 km de sistemas viários e 225 de rede de energia eléctrica, além da iluminação pública, drenagem, abastecimento de água e sistema de esgoto.

Segundo um documento que o JE teve acesso, o programa “Vias de Luanda” foi idealizado para permitir a recuperação das infra-estruturas e o redesenho da paisagem urbana dos principais corredores viários da cidade, assinado em 2007.

Benguela
As obras de requalificação do bairro da Luz, no Lobito, e do bairro Benfica em Benguela também em execução pela Odebrecht se encontram na fase final. A obra de macrodrenagem do canal 3 no Lobito, também está finalizada. Ainda na cidade do Lobito, foi concluída a obra do controlo das lagoas que tem o objectivo de regular o fluxo e refluxo da maré na região dos mangais, reduzindo o transbordo em épocas de chuvas.

Kwanza-Sul
No Sumbe 2.2650 metro de extensão, a obra de macrodrenagem do canal em reabilitação 75 por cento está em estado avançado físico. Estão em execução quatro passeios para peões e duas pontes, a rede de drenagem de águas pluviais se encontra com 36 por cento de avanço.

Os trabalhos de recuperação da rede de águas residuais e água potável estão entre 26 e 45 por cento de execução. As obras de macrodrenagem na localidade do Porto Amboim nos seus 1.600 estão terminados. No município da Gabela, as obras contemplam dois quilómetros de extensão, e encontram-se  em fase de conclusão.      

Formação
Odebrecht além das áreas de construção civil, mineração, agricultura está também inserida no segmento da formação de recursos humanos, nos diferentes níveis, com o propósito de tirar maior proveito as capacidades.

Segundo o documento, este ano vai manter a implementação do programa “acreditar Angola” que é qualificação profissional contínua que busca a formação integral do ser humano, desenvolvendo as suas habilidades técnicas, pessoas e sociais.

O projecto prevê dois módulos,  sendo o básico e específico. A didáctica escolhida para esses módulos é caracterizado pela flexibilidade interdisciplinar, o que permite maior sinergia entre a formação e o trabalho teórico e prático.

O módulo básico assegura temas como a segurança do trabalho, meio ambiente, psicologia do trabalho, saúde e qualidade que os formandos terão a possibilidade de abordar em 60 horas.

Já os módulos específicos dos cursos terão uma duração de 260 horas, e tratam das qualificações em funções inerentes à actividade da construção civil. As propostas pedagógicas do “Acreditar Angola” a metodologia e a formação de formadores de monitores, foram consolidados a partir de diagnósticos e testes com integrantes de diversos projectos.

O documento realça que a realidade encontrada indica a necessidade de formação integral do ser humano, e um investimento na elevação da escolaridade principalmente nas habilidades. No programa todos os envolvidos são reconhecidos como aprendizes e estão sempre em processo de formação contínua para garantir uma cultura de aprendizagem permanente.

Diversificação do negócio
A Odebrecht detém uma percentagem na gestão dos 10 super mercados “Nosso Super”, cuja construção esteve também sobre sua alçada. Dados indicam que as 10 lojas localizadas na província de Luanda atendem cerca de 400.000 clientes/mês. No total 29 lojas da mesma cadeia darão oportunidade de trabalho a 1.850 pessoas. A gestão das infra-estruras está a cargo da empresa Nova Rede de Supermercados de Angola (NRSA),  firma comparticipada  pela Odebrecht e outros sócios angolanos.