O cancelamento do corte do Mussivi (Guibourtia coleosperma) e o Pau Rosa (Swartzia fistuloides) vai afectar muitas empresas do sector madeireiro da província do Moxico, tendo em conta que este recurso é o único que tem o maior valor comercial, tanto no mercado nacional como no internacional, devidoàs qualidades que ostenta.
Em entrevista ao JE, o empresário do sector madeireiro, Lino de Oliveira, disse que na região Leste de Angola, com realce para as províncias do Cuando Cubango, Lunda Sul e Norte, assim como o Moxico não existem outras espécies em grandes quantidades como o Mussivi.
Com esta medida, a empresa de que é proprietário terá “muitos problemas”, tendo em conta os investimentos aplicados para este ano.
Por outra, algumas medidas que foram tomadas são boas, “quando dizem que deve-se fazer alguma filtragem para ver até que nível algumas empresas estão organizadas, mas em contra partida isso vai criar uma grande ruptura nos empresários locais, que investiram fortemente nesta actividade”.
“Esta medida tinha que acautelar a redução de forma controlada do corte do Mussivi, apresentando uma quota, mas não a sua total
proibição”, opinou.
Com esta medida, serão obrigados a despedir ou reduzir o número de trabalhadores.“Daqui para frente não sei como será a nossa sobrevivência, porque o nosso forte é a espécie que está proibida durante os dois anos, segundo o Decreto
Presidencial”, apontou.

Constrangimentos
Dados indicam que os resultados da produção de madeira durante a campanha florestal 2017 ficaram abaixo de 80 por cento, tendo ficado fixado os 251 mil e 643 metros cúbicos, prognosticados no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional, atingindo apenas 22.012 metros cúbicos, correspondente a nove por cento, contra mais de 86 mil metros cúbicos do ano anterior.
A Direcção Nacional das Florestas (órgão afecto ao Ministério da Agricultura e Florestas)justificou que o curto período de exploração da madeira esteve na base da baixa na produção.
A interdição está inserida nas medidas técnicas e administrativas, está em perspectiva a introdução gradual de um regime de contrato de concessão de exploração florestal e um processo de saneamento das empresas do sector, com base na sua capacidade técnica e financeira de intervenção e em conformidade com a nova legislação.
A fonte indica que toda madeira explorada nas zonas de origem, antes de ser comercializada ou exportada, deve passar