O pólo agro-industrial de Capanda (PAC), localizado no município de Cacuso, na província de Malanje, está a desenvolver, há cerca de cinco anos, o projecto “Kukula ku moxi” (crescer juntos), tendo como meta a execução de um conjunto de acções sistémicas e integradas, capazes de contribuir na geração de renda, melhorar a qualidade de vida e fortalecer o capital social.

Liderado pela empresa Sodepac, o projecto conta com um investimento de 146 mil milhões de kwanzas (1,5 mil milhões de dólares americanos), com previsão de produzir anualmente 1,38 milhões de toneladas de grão. A iniciativa  envolve uma mão-de-
-obra composta por 292.000 trabalhadores, integrados na produção da agricultura familiar, contribuindo na diminuição das importações, que actualmente atingem mais de 45,7 mil milhões de kwanzas (470 milhões de dólares americanos) por ano.

Segundo um documento, a que o JE teve acesso, o projecto visa estruturar o desenvolvimento regional, através da criação e manutenção de infra-estruturas socioeconómicas. O pólo agro-industrial de Capanda (PAC) tem ainda como missão mobilizar investimentos privados, buscando incentivos fiscais e financeiros para o apoio à formação de mão-de-obra qualificada. Guiado por forte compromisso, o projecto tem também como objectivo, contribuir para o desenvolvimento sustentável, através da mudança positiva na ampliação das oportunidades de educação e geração de renda nas comunidades.

Conquistas
Desde 2013, o programa “Kukula ku moxi”, que conta com a participação da Odebrecht, entrou numa fase de expansão, com o envolvimento de mais de 600 famílias camponesas, distribuídas em 28 bairros, tendo como beneficiário um total de 10.000 habitantes, do município de Capanda.

A fonte destaca que com o aumento de famílias participantes, também houve um aumento significativo no volume da produção. Por exemplo, em 2013, vendeu-se acima de 275 toneladas de frutas e legumes, resultando num aumento na produção na ordem dos 220 por cento, no período compreendido entre 2012/2013. Nesta época foram desbravados 221 hectares, destinados à agricultura familiar.

O projecto prevê para este ano, um investimento de 165,5 milhões de kwanzas (1,7 milhão de dólares). Com a aplicação deste montante prevê-se o crescimento da renda das famílias mais antigas no programa, assim como contribuir na redução dos índices de pobreza em cerca de 3.000 pessoas. A produção mensal de 35 toneladas será vendida no mercado. O investimento i beneficiará 8.600 pessoas com acesso à água potável.

Abrangência
Entre os vários aspectos, o programa prioriza a geração de renda, onde se pretende transformar a agricultura familiar de subsistência, em rentável. Neste particular, além dos produtos tradicionais, com realce para a mandioca, batata-doce, amendoim e outros foram introduzidos 14 novos produtos, destacando-se as hortaliças e os legumes. O programa também ajuda, no processo de venda e entrega dos produtos. Tudo isso, feito com as lideranças agrícolas, para sua capacitação e criação futura da cooperativa, de forma a garantir a sustentabilidade e os rendimentos dos produtores.

O reforço do capital social é uma das acções de sustentabilidade do projecto, pois tem realizado um profundo trabalho de formação de lideranças, fortalecimento de associações e estruturação de cooperativas. O programa conta com vários parceiros que oferecem apoios logístico, financeiro e administrativo como são os casos da Sodepac, Sonangol, Maersk Oil e Conocophillips. Quanto aos clientes, constam a Sodexo, Gamek, hotéis Ritz e Nossosuper.