O projecto “Luanda Gravítica”, uma iniciativa da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) e que vai começar a ser implementado, prevê minimizar investimentos na construção de novos centros de distribuição de água, através da reestruturação do sistema existente, além de melhorar o fornecimento de água potável a nível da capital do país.
Segundo o projecto apresentado, na passada segunda-feira, em Luanda, durante as jornadas técnicas da empresa pública, a iniciativa é uma alternativa para sustentar o alcance das metas preconizadas, por via da adopção de medidas que vão também tornar possível o abastecimento de água à província de Luanda, por gravidade, medida que vai reduzir o consumo energético e consequentemente os custos de exploração e manutenção.
A iniciativa prevê também identificar zonas de altitude cujo declive do terreno permite a distribuição de água para os reservatórios ou pontos de entrega que abastecem a comunidade.
Contempla igualmente diminuir a intervenção humana na operação dos centros de distribuição de água.
O projecto “Luanda Gravita” está a ser desenvolvido com o signo “Iniciativa pensar Epal”, e envolve uma equipa multidisciplinar que cobre as valências da empresa e é coordenada pelo presidente do Conselho de Administração, visando seguir os princípios de melhoria contínua.
Na sua estratégia para o sector, o Governo angolano persegue dois grandes objectivos, sendo que o primeiro visa alcançar a universalização do acesso a água até 2030, e o segundo prevê tornar as empresas públicas auto-sustentáveis de modo a reduzir a sua dependência do Orçamento Geral do Estado, no que toca aos custos operacionais.
Segundo dados da Empresa Pública de Águas de Luanda, o abastecimento de água à província de Luanda é feito fundamentalmente por três grandes sistemas, sendo o I, II e o III.
Os sistemas I e II captam do rio Bengo, abastecendo a parte norte da cidade, e o sistema III que capta água no rio Kwanza, abastecendo a parte Sul.

Combate ao garimpo
No discurso de abertura do evento, o presidente do Conselho de Administração da Epal, Leonídio Ceitas, mostrar-se preocupado com a problemática do garimpo de água nas condutas.
Apesar dos esforços que estão a ser feitos não só pela empresa, mas como também por outros organismos do Estado, o responsável da Epal revelou que o garimpo de água tem sido um grande problema, porque tem prejudicado a estratégia da instituição.
Leonídio Ceitas admitiu ser intenção do Conselho de Administração tornar a empresa rentável, e com capacidade de contribuir para o Orçamento Geral do Estado, mas para esse desiderato é necessário um conjunto de esforços e maior organização.
As jornadas técnicas que terminaram na passada quarta-feira, abordou entre outros temas, a “Optimização e gestão eficiente dos recursos no abastecimento de água” bem como a “Gestão dos recursos humanos e qualidade do serviço”.