Governo da Província de Cabinda está a elaborar um projecto em colaboração com o Ministério da Indústria que visa transformar as actuais instalações da antiga fábrica de produção da madeira e de contraplacado “Pau-Rosa”, numa feira internacional de negócios, para a exposição de produtos.

A iniciativa terá também como objectivo promover o sector produtivo da região nas trocas comerciais, principalmente nos sectores de petróleos, construção civil, agro-pecuária, indústria transformadora, turismo, hotelaria, transportes, serviços e auto-maquinação.

De acordo com o secretário provincial da Indústria, Ndubo Paulo, que avançou a informação ao JE, a concretização do projecto vai galvanizar a produção interna e serviços prestados pelas empresas locais, no quadro do programa de desenvolvimento económico da província de Cabinda, aprovado em Conselho de Ministros.

O empreendimento será também aproveitado para a edificação de outras infra-estruturas que galvanizarão a economia da região, como um shopping center e uma unidade hoteleira, garantindo cerca de 600 postos de trabalho.

“Os ganhos neste projecto são enormes, porque não se pode olhar apenas para o aspecto financeiro, mas também para o aspecto económico que vai ser diversificado”, revelou o responsável, para quem o papel do Governo é criar condições para que as indústrias possam ter um espaço para poderem desenvolver as suas actividades.

Negócios
A primeira edição da Feira Internacional de Cabinda “Expo-Cabinda 2013”, realizada de 25 a 28 de Maio do ano em curso, por ocasião das festividades da cidade de Cabinda, em parceria com a Feira Internacional de Luanda, marcou o início de dinamização da economia da província.

A região possui recursos capazes para impulsionar a economia local, medida que contribuirá para as trocas comerciais entre Ponta Negra e o Baixo Congo.

Instalações degradadas
A antiga fábrica “Pau-Rosa” produzia 7.500 metros cúbicos (m3) de madeira serrada/ano e15 m3 de contraplacado. Era propriedade do Ministério da Indústria, constituída pelo decreto 98/83, de 3 de Julho, depois de ter sido desmembrada da empresa Panga-Panga.

A unidade fabril que contribuiu nos anos 80 para o crescimento da economia nacional paralisou a sua actividade, devido a uma avaria na caldeia de produção.

A fábrica funcionava com duas linhas, uma que produzia contraplacados e outra para serragem de madeira. A então empresa estatal angolana empregava na altura 480 trabalhadores, sendo 265 na área de corte e 215 no sector de produção.

Produção actuaI
Actualmente, a infra-estrutura  funciona de forma tímida, com a linha de serragem de madeira que produz entre 2 a 7 m3/dia, com uma mão-de-obra composta por 24 trabalhadores.

Com o objectivo de reactivar o empreendimento, o Governo da Província de Cabinda em parceria com o Ministério da Indústria perspectiva transferir o projecto para o Pólo Industrial do Fútila.